domingo, 18 de outubro de 2009

18/out/2009

Revivendo
Por Claudinha Azeredo

Revendo fotos que não tem mais, relendo textos que não tem mais.
Os papeizinhos já não possui mais também.
Revivendo uma idade que já não tem há tempos. Matando uma saudade que jamais deixou de sentir. Relembrando o que aconteceu, imaginando o que deixou de acontecer.
Fazendo o que poderia ter feito, e evitando outros feitos.
Pensando no que poderia ter dito, lembrando o que disse.
Relendo textos que fazem recordar, escrevendo um texto pra tentar esquecer.
Tentando evitar o inevitável. Ouvindo músicas antigas.
Lembrando que o tempo passou, e agora é tarde demais.
Tentando ser otimista e crer que nunca é tarde. Lembrando que sim, é realmente tarde.
Prestando a atenção na letra da música. Tentando fugir disso.
Tola tentativa de fuga! Falsa tentativa de fuga.
Escrever revivendo para substituir a palavra relenbrando.
Sentindo agonia e impotência. Sentindo medo de confessar os arrependimentos.
Ouvindo que “nem foi tempo perdido”. Lembrando do trecho que diz que “o pra sempre, sempre acaba”.
Sentindo frio, lembrando dos dias de calor.
De cara lavada, com sentimentos de um bêbado.
Pensando que poderia ter deixado de fazer certas coisas, lembrando que é impossível mudar totalmente o destino.
Sentindo raiva, por não ter sido a “carta marcada”. Usando a expressão carta marcada para substituir nomes próprios.
Fingindo que nada sente, tentando disfarçar o que há de tão forte.
Escondendo se, procurando. Pesquisando, surpreendendo se.
Iludindo se, caindo na real.
Cometendo erros, tentando acertar.
Mascarando se, disfarçando se, omitindo se, assumindo se.
Revivendo... incompletamente, pois para sempre assim será (e esse pra sempre é imutável).

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* Os trechos de músicas acima citados são de Renato Russo, das canções “Tempo Perdido” e “Por enquanto”, respectivamente.

Esse texto é dedicado a pessoas que alguma vez na vida já sentiram: inveja, arrependimento, vontade de mudar a realidade, vontade de mudar o passado, nostalgia, esperança, saudade da família do tempo da infância ou adolescência, pessoas que querem começar as mudanças na próxima segunda-feira, pessoas que são parcial ou totalmente felizes com seu presente, pessoas com ou sem esperança para seu futuro. Esse texto é dedicado para pessoas que já amaram ou amam alguma coisa ou alguém. Também é dedicado para pessoas que foram incapazes de perdoar e hoje sentem orgulho ou tristeza por isso. E por falar em tristeza, o texto acima também pode ser dedicado às pessoas tristes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Porto Alegre Me Tem !

Porto Alegre em 1852

Porto Alegre Me Tem !


Vista aérea de Porto Alegre nos tempos atuais

Porto Alegre Me Tem !


O Mais Belo Pôr do Sol

Porto Alegre Me Tem !

Esse é, na minha opinião, um dos lugares mais especiais de Porto Alegre fica no Parque Farroupilha "Nossa Amada Redenção"

Porto Alegre Me Tem !


Parque Farroupilha "Redenção"

Porto Alegre Me Tem !

Antigo transporte coletivo

Porto Alegre Me Tem !


Antiga Prefeitura (antiga mesmo)

Porto Alegre Me Tem !

Cartão Postal I

Porto Alegre Me Tem !


Cartão Postal II

Porto Alegre Me Tem !

Armazéns do Porto

Porto Alegre Me Tem !


Parque Moinhos de Vento "Parcão"

Porto Alegre Me Tem !


Mercado Público (Centro de POA)

Porto Alegre Me Tem !

Casa de Cultura Mário Quintana (centro de POA)

Porto Alegre Me Tem !


Parte da História Gaúcha

Porto Alegre Me Tem !

Antiga Prefeitura (centro de POA)

Porto Alegre Me Tem !

Chalé de Praça XV (atualmente) centro de POA

Porto Alegre Me Tem !

Chalé da Praça XV (antigamente) centro de POA

Porto Alegre Me Tem !


Ônibus nem muito velho nem muito novo da mais antiga companhia de POA

Porto Alegre Me Tem !


Em frente à Antiga Prefeitura (centro POA)

Porto Alegre Me Tem !

Ônibus (antigo) da mais antiga companhia de POA

Porto Alegre Me Tem !

Avenida Borges de Medeiros (Centro de POA)

Porto Alegre Me Tem !

Parque Moinhos de Vento "Parcão"

Porto Alegre Me Tem !

Ônibus (atual) da mais antiga companhia de POA

Orgulho Meu


Ser gaúcho é:

- saber que a nossa pátria é o Pampa e não a praia com coqueiros;

- saber que nossa característica é a bravura e não o jeitinho;

- saber que nosso valor é a lisura e não a malandragem.

- é ser simples de modos, mas reto de caráter;

- é ser franco e direto, nem que isso cause inimizades;

- é ser humilde em ambições, mas exagerado em ideais e paixões;

- é ser um respeitador fiel da hierarquia funcional e o primeiro aproclamar a igualdade;

- é um ser batalhador, que não desiste nunca;

- é um rebelde, que nunca aceita ser dominado;

- é um bravo, que não foge de uma luta por ser difícil.

- o gaúcho autêntico é um verdadeiro tradicionalista. Não porque aprende coisas no CTG, mas porque carrega em si esses valores e nãovê alternativa possível de vida digna fora deles.

Por isso eu tenho orgulho de ser chamado de "GAÚCHO".
(Desconheço o nome do autor)*
*Fonte e-gaudérios.blospot.com acessado em 09/10/2009
Foto: Monumento do Laçador - Porto Alegre/RS

Polêmicas de Claudinha

08/out/2009

Bissexualidade
Por Claudinha Azeredo



Se meu marido lê esse título logo diz: “Lá vem ela com essa história (...) Já vai polemizar.”.
Pois é, cá estou eu com minhas revoltas.
Estava aqui navegando procurando algum texto interessante para postar no Blog. O tema que havia escolhido era o da bissexualidade – o que não é nenhuma novidade vindo de mim - . A questão é que como o tema é polemico, só pra variar, me stressei.
Sabemos que na internet encontramos as mais diversas porcarias e dessa vez não foi diferente, nem precisei procurar muito para encontrá-las.
Estive em dois blogs, apenas dois, e desisti. Em um deles tinha uma sexóloga – sim uma profissional no assunto - que começou com um texto muito bonitinho falando sobre o preconceito sofrido, etc ...Tudo ia muito bem, até o momento em que ela escreve que e a sexualidade é definida na adolescência. Ah, por favor né dona sexóloga?!?!?!?!
Logo a larguei de mão e fui em busca de outro texto. Esse foi o problema, eu inventei de ir procurar outro texto. Encontrei um blog com uma pesquisa muito completa sobre homofobia, naturalmente me revoltei com os números, mas isso já não é mais novidade para mim. O que me revoltou ainda mais foi a maneira como jornalistas instruídos sei lá por quem trataram a orientação sexual das pessoas, segue:

Gay = Homem que só sente atração sexual por outro homem.

Lésbica = Mulher que tem preferência sexual por ou mantém relação afetiva e/ou sexual por pessoa do mesmo sexo.

Bissexual = Homem ou mulher que se sente atraído sexualmente tanto por homem quanto por mulher.

E por aí vai. Eles denominavam também os travestis, entre outros. Nem vou me dar ao trabalho de registrar aqui a fonte, afinal, não os considero dignos.
Agora, alguém pode por favor me explicar que diabos está escrito ali? Pra começo que trata-se de um vocabulário que ensina quem é quem, mas eles esqueceram de explicar quem são os héteros.
Como se não bastasse, eu na minha gigante ignorância tenho dificuldade em entender: Gay é homem que “só sente atração sexual” por outro homem? Amor não existe? A lésbica sim, essa sente amor e atração sexual por mulheres, ok, ah, sem contar que a “preferência” é essa, mas pelo jeito é só “preferência”. Será que elas topam tudo, homens também? E os tais bissexuais? Esses pelo jeito são da turma que estão em todas, querem mesmo é fazer sexo, seja lá com quem for. Pela maneira como escreveram, esses tais bissexuais não gostam de ninguém, não amam ninguém, eles só sentem atração sexual e nada mais.
Por favor! Que mundo é esse? Já não basta todos os preconceitos sofridos, ainda me vem uma gente metida a esclarecida piorar a situação.
Quem sou eu não é mesmo? Não sou sexóloga, nem jornalista. Quem sou eu para aqui dizer o que é certo e o que é errado sobre nomes de comportamentos de bissexuais? Pois então, eu sou uma pessoa que bem entende o que é isso.
Sou uma pessoa que bem entende o quanto complicada é a humanidade.
Certa vez escrevi um texto que falava um pouco sobre isso, falava sobre o quanto algumas pessoas são nojentas. Homens que acham lindo duas mulheres se beijando, mas que abominam a idéia de dividir um vestiário com um colega gay, e mulheres que acham maravilhoso ter aquele amigo/cabeleireiro gay e tem verdadeiro asco de todas as “sapatonas nojentas” que andam por aí. E como se isso não fosse o suficiente, temos ainda na sociedade os gays que dizem que os bissexuais são pessoas mal resolvidas, ou que muitas vezes são “gays enrustidos“.
Francamente, qual o motivo de tanta maldade e hipocrisia? Qual a razão de tratar a bissexualidade de forma tão difícil? Isso sem falar daquela situação de as meninas que ficam se fingindo bissexuais para chamar a atenção dos meninos. Mas, isso é outra história. Ficarei por aqui, vou tentar guardar minha revolta em um bauzinho bem trancadinho, afinal, bissexualidade também é amor, e quem ama não deve poluir seu coração com tanta revolta.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Da série: "Querido Diário"

08/out/2009

Pensamentos de Claudinha
Por Claudinha Azeredo


Nossa! Já estamos em 06 de outubro e recém agora me dei por conta. Desde o último dia 26 que não vinha até aqui postar algo.
Entramos outubro e nem bem assimilei, sequer vim aqui registrar a magnitude disso. Mais um mês. Um novo mês, um novo momento.
É, meus dias tem realmente passado rápido. Muito penso em escrever, muito gostaria de poder escrever. Gostaria de ter um smartphone onde pudesse registrar em qualquer lugar tudo o que passa em minha cabeça durante os dias, principalmente nos longos períodos em que fico nos coletivos - lentos meios de transporte - que tanto uso. Como não tenho o tal equipamento muitas vezes esses pensamentos acabam se perdendo, o que talvez até seja bom.
Hoje resolvi fazer de meu dia um dia diferente, pensei em muitas coisas boas para o dia de hoje, e tudo correu muito bem. Fiz o exercício de praticar tudo de bom grado para atrair apenas coisas boas, fiquei muito feliz com o resultado, pois apenas coisas boas aconteceram. Sugiro que todos façam esse exercício.
Estou precisando praticar mais a digitação também, pois estou com os dedos totalmente duros nesse momento com apenas essas poucas linhas escritas.
Tenho ouvido muita música, menos do que gostaria de ouvir. Tenho pensado em muitas mudanças, mas a falta de grana tem me impedido de praticar algumas delas. Por hora sonho com essas mudanças.
Voltando ao assunto do pensamento positivo, dá pra acreditar que fiquei até mais bonita hoje? Sim, mesmo com uma gigante herpes na boca estava linda hoje. E até a herpes comportou-se bem, rsrsrs.
Ouço agora Legião Urbana (só para variar) e é incrível como não me canso de ouvir. Gostaria de ter a mesma disposição que tenho de ouvir Legião para fazer outras coisas também. Tenho sentido muito cansaço e um pouco de preguiça. Esse é um dos motivos de eu querer voltar a ter 19 anos. Nossa que saudade dos meus 19 anos! Andei pensando muito nisso nos últimos dias.
Quando os mais velhos dizem isso de o tempo passar rápido etc, nunca levamos a sério, mas quando o tempo realmente passa é que vemos o quanto certo é isso. Ponto para os mais velhos! É caro leitor, talvez os mais velhos não tenham razão em tudo, mas acreditem, eles estão certos em várias coisas, e de fato, a vida adulta não é tão boa como se imagina. Caso o leitor tenha mais de 25 é bem possível que esteja concordando comigo.
Nunca fui a maior defensora desse lance de nostalgia, no entanto hoje percebo que nostalgia não se pensa em sentir, nostalgia se vive ao natural.
Se fosse só ouvir músicas que recordassem, se fosse só sentir cheiros que fazem relembrar, mas não, na verdade é muito mais que isso. Trata-se de uma inútil tentativa de reviver o que passou. E esse pensamento que é tão impotente vai e vai longe muito longe, e quando volta... é, quando volta as vezes assusta, outras vezes faz bem.
Hora fico feliz, hora fico triste...e grande merda disso tudo é ter a experiência que tenho hoje e não ter mais nem os 19 anos nem as oportunidades que tinha naquela época.
Meu rostinho não é mais o mesmo, a bunda menos ainda (leí da gravidade), não é exatamente disso que sinto falta, apesar que ter aquele rosto e aquela bunda hoje também me fariam bem, rsrsrs.
Mas trata-se de muito mais que isso. Saudade da infância é mais do que normal, agora saudade dos dezenove parece meio estranho né? Pois é, mas acontece caro leitor.
Não se trata de arrependimento, trata-se de uma indescritível vontade de reviver um tempo que nunca mais voltará.
Aos 19 anos tinha o que hoje não tenho, e naturalmente não tinha certas coisas que hoje considero fundamental. Incrível, aos vinte e cinco chamamos pessoas e sentimentos de “certas coisas”. As vezes é melhor assim chama-los.
Complicado é olhar para o monitor e ver que com todas essas linhas que escrevi talvez eu nada tenha dito.
Então, acabo de perceber que ainda tenho algum comportamento como os dos 19 anos, sim, ainda posso ser um tanto confusa.