Certa vez queria um smartphone para escrever, hoje tenho. Certa vez tinha tempo para escrever, hoje culpo sua falta. Me policio para não registrar tudo o que a tona toma meus pensamentos.
Vezes lembro da infância, vezes penso no presente. Tenho sofrido menos pelo futuro.
Horas queria estar só. Mas, desaprendi a conviver com a solidão.
Para tudo o que me entristece tenho um culpado, e esse nunca sou eu. Como no passado, a culpa é sempre dos outros, nunca minha.
Sinto cada vez mais as mudanças da vida. Meus joelhos me fazem lembrar que os trinta se aproximam. O nó na garganta me assinala que ainda estou na casa dos vinte.
Tempos atrás conversando com uma desconhecida, concluímos que “os trinta” é o melhor momento da vida, pois já temos alguma sabedoria, não cometemos os erros dos mais jovens, tendo ainda a grande vantagem de nossos corpos não estarem cansados o suficiente para nos impedir de fazermos o que nos contempla com alegria.
Ainda ontem pensei muito sobre o amor. Pensava como pensa uma adolescente. Planejava como uma menina. Antes de criar, voltei aos quase trinta. Caí em solo firme, nada pratiquei.
Compor um texto não é mais íntimo como antes, sendo assim, fico por aqui.