sábado, 14 de maio de 2011


(13/05/2011)


Rinuncia all'amore


Se quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu, o que acontece quando se esquece?
Se ao voltar pra casa e ver um bando belíssimo voando, você fica feliz e agradece a Deus, é porque tudo está em paz. Se sabendo ou não que espécie de aves era aquela, você pode ver sua beleza e significância... Parabéns a você!
Talvez você tenha esquecido ou tenha tentado esquecer como se ama, mas, nem tudo está perdido, afinal, você ainda vê beleza nas coisas.
É possível que não tenha desaprendido o amor, provavelmente sua tola tentativa tenha fracassado e você continue... não passando de um sentimental babaca.
Seja lá o que for que tenha feito de seu coração e sentimentalismo, acredito que não tenha adiantado nada.
Enquanto ainda se vê beleza em aves, ainda se está exposto ao amor e seus derivados.
Não deixe de ser um sentimental babaca!
Porém, não se torne um babaca sentimentalista compulsivo.
Conheço casos de pessoas que vivem procurando casos para se apaixonar. A paixão dura semanas, meses, às vezes anos. Mais tarde, a máscara acaba caindo.
Não seja tão auto suficiente ao ponto de achar que é capaz de se curar do amor, mas também não tente com casos de paixonite tentar encontrar a salvação.
Deixe o tempo naturalmente agir, deixe os pássaros adoçarem seus fins de tarde. Tenha naturalidade e sinceridade, essa é a cura.

“Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu.” – Frase de Renato Russo em “Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar” faixa 11 do Álbum “As Quatro Estações”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Surdos para essência




E então dizem que nada é por acaso... E então chega o dia em que estamos estafados.
Fazemos de um tudo para aperfeiçoar nosso tempo. Deixamos de lado o que de maior valor se tem.
Ouvimos demasiadas vezes as mesmas músicas, vozes e todo e qualquer tipo de som que há ao redor. Tem momentos que a poluição sonora sufoca e dá vontade de sair correndo.
Correr pra onde? Para que correr? Não estaria tão perto o que há de mais valoroso? Não seria aquela voz que raramente ouvimos o que necessitamos escutar?
O que temos de mais sigiloso e perfeito está a todo tempo nos chamando, e nosso cotidiano nos deixa simplesmente surdos.
Nunca há tempo para nosso intimo. Nunca há.
Ninguém na face da terra sabe quem realmente somos, é lamentável que desprezemos isso.
A sociedade nos faz! Parcialmente nos faz.
Nossos medos e angústias gritam, sabemos e ignoramos.
Nossos desejos de cometer devaneios, infantilidades, adultérios, e tudo mais o que a sociedade condena ficam lá, em coma semiprofundo.
Tememos falar a verdade, agir com vontade.
É bonito ser do bem, fingir que se é do bem. É bonito dizer que não se faz mal, quando na verdade, a vontade é de se praticar o que há de pior. Mas, afinal, o que é o pior?
Corremos porque temos que evoluir! Materialmente evoluir.
Estamos sempre cansados porque faz parte o cansaço quando se vive em uma metrópole.
Não temos tempo para nada, temos que evitar o por acaso.
Nosso intimo fica lá se esgoelando enquanto seguimos “praticando o bem”, enquanto seguimos surdos à essência.