sábado, 26 de março de 2011

Linda Aniversariante


E não é que por falar em Porto Alegre, hoje é seu aniversário.
Porto Alegre está nos meus lábios, pensamentos e coração onde quer que esteja.
Sou apaixonada por essa Cidade!
Ser apaixonada por uma cidade não quer dizer ser apaixonada pelos hábitos de seus moradores.
Sobre o comportamento de alguns porto alegrenses falarei outra hora, afinal, hoje é um dia feliz, em um dia como hoje o assunto deve ser apenas positivo.
Faltam no meu dicionário palavras para descrever o orgulho e o amor que sinto por esse lugar.
Chega essa época e o corpo arrepia com a propaganda da famosa rede de supermercados homenageando.
Cheirar Porto Alegre faz bem! Na frase anterior não me refiro às calçadas da Voluntários, nem ao Dilúvio, rsrsrs.
Ouvir o sotaque de Porto Alegre faz bem!
Qualquer coisa que escreva pode ser repetitivo, ainda bem que graças a Porto Alegre já temos Humberto Gessinger e outros gênios para melhor descrever.
Quanto ao Pôr do Sol, Chimas na Redenção, Lancheria do Parque e tudo mais não há o que se diga, basta viver.
Na condição de gremista, sou suspeita para contar seja lá o que for sobre a Azenha.
Nossa Cidade tem um exemplo em hospital de cardiologia, tem o tradicional acampamento de setembro.
Nossa Porto Alegre tem uma quantidade exemplar de árvores.
Porto Alegre hospeda os mais diversos estilos.
Porto Alegre tem a democrática esquina da Borges com a Andradas.
E por falar em estilos e democracia, coisa boa é passar na Lima e Silva pra encontrar pessoas, comer, beber e dar risada.
Em Porto Alegre tem muita coisa boa pra se fazer e tem muita coisa ainda pra melhorar. Sei que ainda há tampo para as mudanças, afinal, essa jovem senhorinha da 239 anos está sempre aberta para o que há de bom.
Espero que Papai do Céu e Nosso Querido Laçador continuem bem cuidando de nossa POA!
Não sei o que seria de mim se nascida em outra cidade. Tudo o que sei é que como diria aquela clássica: Porto Alegre é Demais!


Foto de André Gomes fonte: www.cameraviajante.com.br/luzesdacidade.htm

Fuga do Tema Proposto Esperando o Lilás dos Jacarandás


Hoje o maior desafio que posso fazer ao meu cérebro é organizar tudo o que por ele passa.
Já, o maior desafio que posso fazer ao meu corpo diz respeito a cada palavra da frase anterior.
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Ouvir um Hard Rock melancólico (se é que isso existe) no fm não me basta.
Seguir o cotidiano, não mais basta.
Pesquisar e ler o que a internet proporciona é um ideal, dominar a veracidade de tudo um sonho.
Conhecer espontaneamente novas palavras e novos autores me atrai, me surpreende. O cansaço físico me prejudica.
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Agora tenho um mar de autores para desbravar, deveres a cumprir, trabalhos a entregar.
Os prazos me engolem e tudo tende a piorar.
Logo agora que resolvi ler o que gosto, tenho que ler o que me é imposto.
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Ano passado sequer fui à Feira do Livro, hoje recém é março e conto os dias por ela.
Melhor não pensar na Feira! Feira do Livro me lembra novembro em Porto Alegre, primavera em Porto Alegre, alegrias em Porto Alegre.
Ontem o chuvoso dia me fez lembrar que é outono em Porto Alegre e até que ele e todos os meses que antecedem setembro passem, tenho muitos melancólicos dias Porto alegrenses para viver.
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Enquanto isso, leitura obrigatória, sentir sono, cansaço, frio e outros desses males será minha rotina.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Da série querido diário....



As vésperas de o dia mais fudido (perdão pela expressão) de minha vida completar um ano a dor está anestesiada.
Não sei como será no dia dezenove ou no próprio dia vinte.
Não sei qual reação terei, assim como há um ano eu não sabia como seria.
Fui eu que escolhi a caixa de madeira, fui eu quem levou o vestido e sugeriu a cor do batom. “Maquiagem leve.” Eu disse.
Às vezes converso com pessoas que tem aquele tom verde de olhos, hoje aconteceu.
Herdei sua casa, herdei muitas coisas, herdei a educação, aquela infância que também me deu esta sempre viva. Nosso amor também é imortal.
Minha crença pede que eu não pense assim, que não me comporte assim. Às vezes fujo a regra, esse momento é assim.
Passei o último ano maquiando a saudade e entretendo a dor.
Daquele final de semana e final de vida, talvez o pior dia tenha sido o vinte e um. É como se pudesse ouvir novamente o barulho das pás. O som das pás era no que muito pensava naquele momento, tinha muito medo de traumatizar daquele barulho. Não traumatizei, mas evito ouvir.
Quando as pás silenciaram, e os narizes fungando predominavam, quase caí. Fui segurada por Márcio, não fosse ele, teria sofrido a maior de todas as quedas. Lembro nitidamente dele me segurando. Minha dor era compreendida e respeitada. Minha dor causava preocupação a ele - Márcio- grande companheiro meu.
Depois disso, voltamos pra casa. Me vejo erguendo o colchão. Erguer o colchão não é nada quando se perde o que há de mais importante. Erguer o colchão foi mera distração.
Sei que talvez não pudesse estar fazendo o que faço agora. Mas, chega uma hora que temos de tirar a máscara.
Pedi para folgar no próximo domingo, quero estar ao lado de minha mãe. Iremos à missa no próximo domingo. Não gosto da missa, mas irei. Não gosto de perder, mas a perdi.
Não tive em momento algum revolta, nada questionei. O que senti foi simplesmente a dor que se sente quando a raiz é cortada.
No último ano sonhei. Os sonhos me iludiram, gostei dessas ilusões.
Ouço uma música que diz que “Quando tudo está perdido sempre existe um caminho...”, de fato, meu caminho continuou. Tornou se um caminho menos florido, menos iluminado. A ausência de seu sorriso às vezes está como nuvens que passam em meu sol.
Sei que foi melhor assim. Sei que aquele sofrimento não cabia mais.
Não sei se um dia voltaremos a nos encontrar, não tenho essa certeza, porém, tenho muito essa vontade.
De um ano pra cá passei a ter medos que antes não tinha. Temo perder meus pais. Entendo esse processo, respeito esse processo, mas temo sentir essa dor novamente.
Não quero mais ouvir o barulho das pás. Não quero mais erguer colchão algum.
Pode ser que pareça covarde. Não temo minha covardia, temo aquela inesquecível dor.
Domingo próximo, será a primeira missa de um ano, terei outras ainda eu acho.
É um aniversário que ninguém quer vivenciar, é um aniversário que não se comemora.
Não sei o que será de minha vida nos próximos anos, tudo o que sei é que sua história, minha criação e sua morte estarão comigo.
Não posso demonstrar minha tristeza, mas posso como sempre declarar meu amor.
Então, Vó onde quer que esteja EU TE AMO PRA SEMPRE ! ! !


>>>>> O trecho de música acima citado está no álbum A Tempestade – Legião Urbana – Faixa 5 - A Via Láctea <<<<<

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quanto tempo leva?


Nesses dias tão malucos em que o arrastado tempo passa voando, enfim vem a felicidade. Até quando a felicidade?

Dias em que a loucura e a lucidez andam de mãos dadas. São esses dias que fazem com que aparentemente se sofra de bipolaridade, que as coisas acontecem com invisível importância.

Esses dias não deixam de acontecer, momentos desnecessários que não deixam de fazer parte.

Nesse período o constante questionamento trabalha arduamente, trabalha desnecessariamente.

Não dá tempo pra nada, as decisões são tomadas de qualquer jeito e quem mais sofre com isso é o organismo.

São emoções daqui e dali. Amores e ódios que nascem como furacões.

O noticiário passa quase despercebido, embora seja um presente que no futuro fará parte dos livros e vídeos de historia.

São alegrias e tristezas que pesam igualmente, muitas surpresas muitas interrogações.

Outro dia afirmei o inicio do fim dos tempos, logo perguntei qual a razão de estudar. Um instante depois tive a certeza da incerteza, vai que o mundo não acabe tão cedo...melhor estudar.

A vontade de ouvir uma única musica é incontrolável, e acredito que as paredes e os cachorros não agüentem mais escutar.

Por falar em cachorro, tive a certeza que o cachorro perdido pela companhia aérea havia morrido, errei, felizmente errei.

Os tempos são tão outros que comemoro um erro.

Quando menos esperei, o passado se materializou em minha frente. Disse então: “Gurias, ele brotou atrás da impressora!” elas – as gurias – riram muito. Naquela hora sorri, me surpreendi, depois, bem, depois me confundi, logo conclui e mais tarde me “estrepei”.

Às vezes se tem vontade de fazer uma fotografia, desde o inicio de fevereiro quero fotografar meu mais novo cão “Grêmio”, desde então não há tempo, não fiz haver tempo.

São dias intensos que fazem das lentas e inacabáveis horas, despercebidas horas.

São essas quase sempre desperdiçadas horas que fazem com que a vida siga sem ser devidamente aproveitada.

Ter vergonha da sujeira e não tomar vergonha na cara para limpar é um mal. Se há tanto tempo para sofrer, há tempo para lavar.

Contaminar os que estão ao redor com mau humor também é um mal, e não se faz necessária muita inteligência para essa cura.

E já que não há tempo tirar foto, lavar o que está sujo e praticar exercícios físicos, o bom negócio por hora é focar em praticar o bem e exercitar a paciência. Assim, enfim vem a felicidade!

domingo, 13 de março de 2011


Regret - New Order

Maybe I've forgotten the name and the address
Of everyone I've ever known
It's nothing I regret
Save it for another day
It's the school exam and the kids have run away

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart

I was upset you see
Almost all the time
You used to be a stranger
Now you are mine

I wouldn't even trust you
I've not got much to give
We're dealing in the limits
And we don't know who with
You may think that I'm out of hand
That I'm naive, I'll understand
On this occasion, it's not true
Look at me, I'm not you

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart

I was a short fuse
Burning all the time
You were a complete stranger
Now you are mine

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain about my wounded heart

Just wait till tomorrow
I guess that's what they all say
Just before they fall apart