domingo, 18 de dezembro de 2011

Desabafo de uma pessoa

Nesse exato momento algum animal está sofrendo maus tratos. Talvez aqui bem perto, ou alguns quilômetros mais, certamente algum animal está sofrendo com a força de algum humano. Ativa ou passivamente os fazemos sofrer. É possível, embora improvável que algum vizinho meu não esteja maltratando algum ser não humano.
Eles são expostos a excesso de calor ou frio, passam fome ou cede e na maioria das vezes passam despercebidos. Muitas vezes ouvimos seus gritos e suplicas, mas acabamos nos ocupando com outras coisas. Isso me fez lembrar, da vez que fiz uma denuncia, e que após uma semana, quando a Brigada responsável veio averiguar, era tarde demais, o animal já havia morrido de fome. Sim, uma semana mais o tempo que levei para denunciar, talvez tenha sido tempo demais. Que covarde aquele animal! Como foi tão idiota?! Como pode não agüentar ficar 10 ou 15 dias sem comer?! Se fosse um humano agüentaria fácil, fácil.
Aí as pessoas descobrem que uma determinada mulher, sei lá onde maltrata um animal. A mesma chuta, molha e faz o diabo a quatro com o cachorro. Seu vizinho denuncia, filma e temos então um dos vídeos mais comentados da badalada rede social.
As pessoas estão chocadas. Assustadas como foi possível um monstro daqueles ter coragem de fazer isso com um indefeso cachorrinho. Aí vem a parte mais bizarra: Como ela teve coragem de fazer aquilo com o cachorro, e o pior, na frente de uma criança?!
E é nessa parte que me dá até vontade de rir. As pessoas rotulando sua indignação pelo maltrato contra o cachorro e mais que isso, a atitude diante de uma criança.
Vem então as campanhas de pessoas que trocam suas fotos de perfil por fotos de animais. Pessoas que muitas vezes param nas vitrines de pet shops para admirar o lhasa e os persas expostos. Pessoas que criam pássaros em gaiolas, e não entendem porque os mendigos dividem suas migalhas com seu cães. Pessoas que compram animais de estimação para seus filhos. Pessoas....
Hoje é 18 de dezembro, estamos há uma semana do natal, semana que vem, muitos vão comemorar o nascimento de Cristo com uma bela ceia, sim, semana que vem vamos comer um saboroso peru. Até lá, envolvidos com os presentes natalinos, esqueceremos a assassina de cães da internet. Afinal, temos muito com o que nos preocupar, somos pessoas atarefadas. Somos pessoas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não quero acordar


Alguém que tem medos, alguém que fica nervoso.
Alguém que se emociona, que se comove.
Um alguém que faz de um tudo para agradar.
Alguém que presenteia com flores.
Alguém que tem humildade, inocência e maturidade.
Aquela pessoa que sabe te valorizar.
Com ele tu te sentes importante e verdadeiramente especial.
Compreende teu trabalho e teus estudos.
Te conta causos e ouve os teus.
Anseia por teu retorno, conta o tempo pelo reencontro.
Conversa e entende sobre futebol.
Pessoa que com orgulho pega tua mão, não sente vergonha de demonstrações públicas de carinho.
Tenta sempre te entender. Aprende contigo e te ensina também.
Um amor de pessoa, pessoa especial.
Um menino, um homem, um namoradinho, um amante.
Rodeia-te com carinho, te mima, te cuida.
É alguém que te surpreendeu e sempre te surpreende.
Alguém que se tornou fundamental.
Pessoa com habilidades incríveis, com talento para o amor.
O tipo de gente da qual a companhia só faz bem.
Energia boa, sorriso lindo, abraço delicioso.
Tem um beijo delicioso!
Provoca o teu mais apaixonado olhar!
Te deixa tri a vontade pra tudo. É parceria pra tudo.
Alguém que pega tuas mãos, fecha os olhos e confia em ti.
Passeia, comemora, e até tenta dançar contigo.
Inspiradora pessoa! Apaixonante pessoa!
Um anjinho! Um bebê! Um lindo!
Faz com que seja a mais importante das mulheres onde quer que estejam.
Te permite cantarolar, te faz suspirar.
Provoca um tesão inexplicável. Tem uma química incrível contigo.
Tímido e valente é capaz de várias coisas para estar contigo.

Esse é o homem dos sonhos! Aquele que qualquer mulher deseja, inclusive eu.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Da série Querido Diário / Recentes notícias

Já é novembro, já é primavera. Tudo o que gosto acontecendo. Emoções em dia.
Gostos de desgostos, tudo vai bem, obrigada!
Têm a música do momento, tem as preocupações cotidianas. Tenho tudo o que preciso, todos que necessito. Cada um me basta, na falta de qualquer um me perderia.
Hoje por um momento espraguejei duas pessoas fundamentais, as mais fundamentais de todas, e meio segundo depois me corrigi, tentei cogitar o que seria de mim sem elas, o que é absolutamente impossível.
Venho fazendo coisas que há tempos não fazia, vivendo situações especiais, praticando coisas que não imaginaria, reaprendendo sentimentos e sensações. Isso é algo que também não é mérito só meu, bem como, a maioria do que sou e tenho.
Continuo “correta”, continuo verdadeira. Sigo sem grandes mudanças internas. Ops, menti! Muitas coisas mudaram dentro de mim. Mudaram pra mim. Minha essência basicamente não sofreu alteração nenhuma, mas não restam dúvidas de que minhas novas experiências geraram grandes impactos na minha vida. Tudo é aprendizado e nada é por acaso.
Quanto às recentes noticias? Estou feliz, plena e completamente feliz. Tenho quem e o que preciso.

Adele-Set Fire to the Rain[Legendado]

sábado, 29 de outubro de 2011

Minhas Coisas

Pensei em dar uma repaginada no blog, ai pensei “Putz! Isso vai dar um baita trabalho!”. Mas, o pobrezinho completou dois anos mês passado e eu nem dei bola. Ele está merecendo. Pensei que estou sem criatividade, o que é mentira, pois o que me falta mesmo é vontade. Idéias sempre surgem, é só uma questão de estar afim.
Sempre arrumo tempo e jeito de dar atenção a tanta bobagem. Porque não dar uma mimadinha no meu blog? Tão querido blog que já recebeu tantos dos meus sorrisos e tantas das minhas lágrimas. Bloguinho querido que tantos nós desatou, que tantas afrontas a gramática perdoou.
O querido blog que mês passado aniversariou sequer foi lembrado, devido as “funções” da minha vida. Incrível que agüentar os choromingos herdados das funções o pobre blog agüenta.
Muito bem, vou deletar um ou outro post, pensar em uma cara nova e agraciá-lo.
Apagar posts? É isso mesmo? Siiiiiimmmmmmmmmmmmm!!!!! Não me envergonho de escritos, mas posso me orgulhar mais dos apagados, rsrsrs.... Coisas de Claudinha! A propósito....Minhas Coisas!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A mulher de Escorpião

Certamente as nativas de escorpião são sedutoras. Mas ao contrário das librianas, não é bem como se fosse uma aura. Em escorpião quando se trata de seduzir a coisa parece sobrenatural, tamanho o poder e hipnose. E o fato de que elas parecem não saber o poder que tem, só torna a coisa ainda mais intrigante. E bem, você também não saberia se ela soubesse, porque nada pode atravessar a barreira que a mulher de escorpião cria entre ela e o mundo. Ninguém sabe direito o que se passa ali. A única vez que você vai ver a pessoa escondida por trás daqueles olhos feitos de imã será em seus acessos de fúria. E nenhuma mulher é tão aterrorizante quanto esta furiosa. Todo mundo vai duvidar quando você disser isso, acostume-se. Vão olhar pra você com cara feia pensando: "como ele pode dizer uma coisa dessas sobre uma menina tão meiga e delicada?". Elas sabem esconder o que são ou sentem.
É difícil dizer se você está apaixonado por essa mulher ou se foi simplesmente impossível desviar do feitiço que o olhar impenetrável dela lhe lançou. É uma femme fatale. Dizem que mexem com magia negra. Só intriga da oposição, claro. Mas eu não duvidaria tanto assim se tentassem me convencer.
Ela admira a ambição e coragem num homem. Se parecem com as arianas em precisar de um homem que as orgulhe e as domine, sem mexer, claro, com sua individualidade escondida por antigos encantamentos. Uma vez em sua companhia, a credibilidade de um homem só tende a crescer mais e mais, porque ter chamado a atenção de uma mulher dessas não é pouca coisa. E assim que tenha é bom estar preparado para a intensidade de sua paixão. E quando eu digo intensa não é só um adjetivo que encontrei. Realmente é, como não se encontra por ai. As mulheres de escorpião são apaixonadas em tudo mas funcionam como uma represa, meticulosamente contida por seus olhos.
Mas eu vou logo avisando, a menina é possessiva mas não tolera possessividade. Num é bom? rsrs E não serão poucos os homens sendo atraídos pelo magnetismo pessoal desta pessoa. Acho que é melhor nem discutir muito porque ela é tão... que ela vence até quando perde. A última palavra é dela. Aqui não tem meio termo. Ou ela vai te amar muito ou nada. E ficará infeliz se tiver que viver numa situação mais ou menos.
As nativas do signo são donas de grandes virtudes e isso é inegável. Bem como seus defeitos são igualmente grandes. Dificilmente essa mulher será uma hipócrita. Ela não precisa estar casada para que seu relacionamento com alguém seja verdadeiro e acima de muito amor egoísta dentro dos conformes. Ela não entende outra lei senão a de seu próprio coração e acho que esta é uma de suas maiores definições.
Intensidade, paixão, força, coragem, independência.
Devidamente apresentadas.



fonte: AGUIAR Eduardo . GOODMAN, Linda. Seu futuro astrológico. Rio de Janeiro: Record, 1968.

Visitado em: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.158793524209199.40427.158787830876435&type=1

domingo, 18 de setembro de 2011

Borboletas

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana


Dedicado ao Meu Sempre Amigo Alessandro
:)

sábado, 17 de setembro de 2011

Querido Diário “Segunda e Terceira Pessoa”

Você e seu melhor amigo, melhor confidente, melhor companheiro, melhor marido, namorado e tudo mais resolvem “dar um tempo” - indeterminado tempo - e sem muitos rodeios se despedem às 17:03 de um 15 de setembro.
Não há desespero, pouco choro por sua parte, rosto seco por parte dele. Por volta da 18h silenciosamente você grita e chora freneticamente. Ainda assim, você segue forte, firme e ciente que foi melhor assim. Muitos F5 no computador, mesmo sabendo que ele estaria off, você fica lá lendo, fumando, tentando se distrair.
Você entra em um site para assistir uns vídeos, coisa boa para passar o tempo. O site sugere vídeos relacionados aos últimos temas que assistiu e como os últimos foram assistidos por vocês dois, lembranças. Você supera, segue firme.
Em uma de suas redes sociais, você monta um álbum de fotos homenageando seu último amor, relembrando momentos de ½ década. Alguns amigos parabenizam e cumprimentam achando tratar-se de uma comemoração. Você sente vontade de pegar sua 125cc e correr aos braços dele. Você tem palavra, não foi esse o combinado, você tem de ficar quietinha em casa.
Horas e horas depois você finalmente consegue dormir.
Amanheceu em Viamão, você acorda, rodeia sua mãe e desabafa. Sua vestimenta é uma armadura pintada com vivas cores para demonstrar sua força e alegria.
As horas seguem passando, você tenta voltar a cantar, conversa com um ou outro amigo, procura o que fazer. Mais uns F5 e seu telefone segue lá, quieto. Sim, ele também tem palavra.
Você marca uma balada, se monta a sua maneira, pega sua 125cc e vai. Encontrando seus amigos você percebe o quão antiquada está. Seus alegres amigos lhe reformam, agora sim, linda e preparada você pode sair.
Vocês vão para uma conceituada casa dançar, se divertir e matar a cede. A noite está linda, temperatura agradável e tudo parece maravilhoso. Você recebe olhares, sim, você está linda! Não se deslumbra, não é mais guria.
Tudo ótimo, uma festa com hits “do seu tempo” e vídeos daqueles anos 90 para animar.
Há uma banda na festa! Sim, há uma banda animando a noite. Animando a noite de quem? Músicas dos anos 90 incluem Bom Jovi, uma banda inclui baterista e lá está você diante de um palco com músicos que não conhece, e olhando para o lado a todo instante esperando um comentário, uma avaliação dele com relação ao show. Não tem ninguém para lhe dizer se as músicas foram bem tiradas ou não. Ele não está lá, nunca estaria.
Você olha incansavelmente para o baterista e seus movimentos, este, porém não tem um Gato Felix tatuado no braço.
Sem perceber você começa a acompanhar as músicas dando “baquetadas no ar” por que diabos você faz isso? Você não sabe fazer isso.
Segue a festa, seus amigos dançam com você, pegam carona com você, isso é de incalculável valor para uma mulher que acredita no “Fecha os olhos, me da a mão, confia em mim.” E isso motiva muito você. Tudo segue correndo bem, embora você continue não sabendo se as músicas foram bem tiradas ou não.
Você se diverte como há muitos anos não fazia, pratica algo simples por livre e espontânea vontade. Tudo o que você quer é aproveitar cada minuto daquela noite.
Você aproveita que tem a responsabilidade de uma mulher de quase trinta e não há razão para se preocupar com mais nada lá fora.
A festa acaba, você com seus amigos estão quase saindo, mas não sem antes ouvir uma das últimas músicas da noite. Qual música? Mr. Jones de uma banda chamada Counting Crows (que você precisa consultar o Google pra saber escrever) lógico, mas que excelente forma de acabar a festa, uma música de uma das favoritas bandas dele, bobagem.
Você e seus amigos saem e naturalmente vão comer um lanche, alto astral, tudo bem, mas a fome não pode atrapalhar. A última vez que você saiu do Opinião com amigos para fazer um lanche foi há cinco anos, ele era seu amigo, seu apaixonante amigo. Ainda bem que sua memória é péssima e praticamente nada lhe fez pensar nele a noite toda.
Você sabe como ele ficaria animado se visse como você estava vestida e calçada, você pensa em tudo. Ah, não você não pensa não, não deve pensar.
A noite acabou, você dorme por duas horas sentada em um sofá, dá carona para um colega e vai pra casa.
No caminho de casa, passa por um irmão dele, olha para todos os lados na esperança de vê-lo e nada. Ainda bem, pois o combinado não foi esse.
Mais tarde, você vai passear, compra roupa nova, etc. Tudo segue bem. Já é sábado à tarde. Você dorme um pouco e vai ao mesmo supermercado de sempre.
Você descobre que aquele supermercado que por 05 anos vocês frequentaram não tem mais graça, você não quer estar ali.
Seu relógio aponta 17:03 e você pensa que já passaram as primeiras 48hs do tempo. Você volta pra casa, toma um chimarrão com seus pais e após alimentar os cachorros prefere se isolar em seu canto. Já é sábado à noite, é o primeiro sábado do tempo. Então você resolve postar algo em seu blog na segunda e terceira pessoa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Rick - Divinho

Tempo e questões de ponto de vista

Não tente fazer nada para impressionar ninguém. Quem foi que disse que sempre o sutiã tem de ser da mesma cor da calcinha? Não há razão para que as unhas das mãos combinem sempre com as unhas dos pés.
É bem possível que teu maior ídolo não tenha sido sempre impecável.

Aí, podemos montar um variado playlist, um daqueles que nos surpreende a cada música. Pois, chega uma hora em que saber qual será a próxima faixa torna-se uma chatice sem tamanho. O melhor mesmo é não saber o que está por vir.
Com o passar dos anos aprendi a não sofrer por antecipação, apenas me preveni temendo alguns atos.

Experimente desligar o celular por algumas horas. Quem realmente importa sabe bem como e onde te encontrar, a menos que tenham combinado não se procurarem.
Tente entender o incompreensivo, traduza músicas a sua maneira, faça versões, versões do que quiser.
Não tema o ridículo. O ridículo não existe. Tudo é apenas uma questão de ponto de vista. O mesmo se dá aos chatos, aos maus, a tudo o que nos desagrada... Tudo é uma questão de ponto de vista.

Às vezes o amor nos escolhe, não conheço ninguém que tenha escolhido o amor, a quem amar.

Hoje não quero pensar em foco, não quero pensar em nada.

Com o passar das horas aquele cheiro que havia ficado no meu rosto, bem como a marca daquela barba foram desaparecendo. Desapareceram como toda sua imagem após nosso ultimo aceno.
O nó na garganta veio, gritei em silêncio. Plantei o último presente que me deu. A tão esperada flor não me foi enviada no trabalho, simplesmente me foi entregue em mãos, em casa. Foi assim que me agraciou pela última vez, e na hora nem notei.
Deixamos passar despercebidos muitos bons atos, os maus não deixei passar nenhum.
Fiz por muitas vezes isso, apontei os erros e não agradeci os acertos. Pode ser que seja tarde demais, pode ser que não, é uma questão de tempo... Questão também de ponto de vista.

Uma das últimas coisas que aprendi foi “Não mate as músicas.” e é isso que vou tentar não fazer. Já ouvi um pouquinho de “Maná”, vou tentar seguir naturalmente ouvindo as demais.

Não vou arranjar pretextos, mas também não vou abrir mão do que quiser demonstrar. Não sei até quando isso vai durar, não sei por quanto tempo vou resistir. Talvez dure pra sempre, mas, quem sou eu pra falar em pra sempre? Nada é pra sempre.
Não vou deixar de freqüentar o supermercado de sempre, percorrer os caminhos de sempre, mas vou deixar de dar os telefonemas de sempre.

Minha alegria de sempre também vai continuar, pois a alegria de sempre vem há tempos sendo aquela armadura.

Importante é o que fica de bom em nossos corações.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Metal Contra As Nuvens - Legião Urbana

I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

II

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Querido Diário,

Aí passei horas em frente ao computador, aí atualizei as páginas mil vezes.
Ouvi dezenas de músicas, algumas delas repetidas vezes.
Matei aula com peso de consciência, mas com menos peso que se tivesse ido.
Maltratei a língua portuguesa. Arrepiei, tremi, descansei.
Passei o dia todo de pijama, não fiz nada demais.
Senti enjôo, comi quase nada.
Pensei em centenas de coisas e é por isso que escrevo. Escrevo no momento certo, pois se tivesse tentado expressar tudo o que senti e pensei, teria feito uma confusão danada, tamanha confusão nem eu seria capaz de interpretar nos próximos dias.
Revisitei alguns escritos, inclusive twittei uns dois deles.
Arrodeei meus pais como quem quisesse dizer algo, mas nada queria dizer. Abracei meu pai bem forte, me aproximei de minha mãe, impliquei com minha sobrinha.
Coloquei umas músicas e fotos no celular com intuito de levar alguns bens comigo.
Escrevi email, e talvez baseada nisso esteja aqui. Depois de enviar fiquei aguardando a resposta que ainda não veio, mas que sei que virá, pois sempre que escrevo a meu bom amigo tenho gratificante retorno. O conteúdo escrito em meu último envio é o que me faz pensar. Não acho que tenha sido verdadeira em tudo que escrevi, penso isso ao ler minhas últimas postagens no blog.
Nossa! É muita contradição. Fiquei com vergonha em ler e reler.
Aparente contradição. Mais uma contradição. Vivo fazendo isso.
Como posso querer que meu caro amigo me entenda, se em um email escrevo uma coisa, em um blog escrevo outra e vivo algo ainda mais diferente?
Pra bem da verdade, acho que essa coincidência de casos tem me feito mal.
Tenho vivido momentos de muita reflexão e não deveria estar contando passadas histórias, afinal, essas histórias quando vem de encontro com momentos de reflexão fazem com que me contradiga.
Quando afirmo que me encontrei, desabafar casos faz com que meu peito palpite como não mais deveria fazer.
Não há razão para sentir o que não posso, viver o que não é minha vida.
Minha vida hoje é colher o que plantei, nada mais. Mesmo que meu plantio tenha sido cedo demais os frutos são estes.
Plantei limão, ele é ácido, mas contém vitaminas. Não se faz doce de limão, mas podemos fazer suco, e há também quem goste de suas tortinhas. Prefiro tortas e geléias de morango, mas tenho que gostar das tortinhas de limão.
Sei onde fui realmente sincera e sei onde escrevi baseada em fases da vida. A meu amigo a verdade, já a todo o resto, bem fases são fases. Há quem diga que a vida é feita de fases, umas boas e outras nem tanto. Pois bem, alguns posts são fases. Mas, prefiro e continuarei acreditando nos posts, sim, minha verdade é essa. Sobre a outra verdade, escrevi, enviei e aguardo a resposta.
Amanhã é outro dia, mais limonadas ou tortinhas, a continuidade desta fase e tudo mais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Querido Diário Semestral....

Sabe aquele momento em que dá vontade de acordar quem estiver dormindo com um grito de alegria?
Sabe quanto se está tão feliz sem que haja nenhum grande evento próximo?
Sabe quando tens vontade de ouvir todas coletâneas ao mesmo tempo e cantarolar cada uma delas?
Esse é um daqueles momentos em que o relógio diz que amanhã não estás de folga, mas não há nada que te motive a dormir.
Vontade de escrever simples, ler o que é simples, ouvir o que for simples.
O vinho de sempre parece mais saboroso em um momento como esse.
O dia foi bom, foi comum. Procurou com tranqüilidade o que antes causava todas as características de nervosismo. Superou os antigos males.
Esse é um dos momentos em que se sente vontade de rotular a alegria e o amor em todo e qualquer espaço da internet.
O simples fato de a chuva ter dado uma trégua é um grande motivo de se comemorar, mesmo sabendo que o frio se aproxima.

No caminho de volta da escola veio a lembrança de que estamos praticamente na metade do ano. Veio a avaliação do primeiro semestre. Essa avaliação não tem nota, nem aprova nem reprova.
Lembrar de em qual altura do ano se está, lembrar-se do que fez e do que falta fazer pode ser um bom exercício para a cabeça, desde que continue cuidando o trânsito ao redor.
Aí a primeira pessoa...Finalmente a primeira pessoa! Aí, eu comecei a pensar em um ou outro fato que tiveram relevância nesse primeiro semestre. Fui aprovada! Ah, sim, não vale aprovar ou reprovar né?!?!?
Pois bem, a volta às aulas foi importante, a categoria b foi importante, voltar a ter 20 anos de idade por uma tarde foi importante.
Exercitar a paciência é algo que venho fazendo há mais de seis meses, sentir satisfação por isso talvez não.
Admirar a maturidade e levar isso com muito bom humor, é algo que tem me feito bem também.
No inicio do ano o tempo era melhor administrado, talvez possa me justificar com um cansaço de final de semestre.
A aproximação do inverno me causa menos desconforto que em outros junhos.
Me sinto orgulhosa por cada atitude, principalmente quando reconheço as erradas.
Estou muito feliz por ter reconquistado a paixão na minha relação conjugal. Tenho vontade de promover esse momento!
Posso lidar com o passado como nunca antes fiz ou imaginei. Posso planejar o futuro com sonhos conquistáveis.
Benditos foram esses seis últimos meses. Cada lição, cada emoção, tudo muito válido.
Tenho convivido com pessoas que gosto, e quanto aos outros, me renovo ao chegar em casa.
Minha consciência sabe que não consigo agradar a todos e isso não mais me importa.
Corpo e mente relaxados para mais seis meses de 2011.

sábado, 14 de maio de 2011


(13/05/2011)


Rinuncia all'amore


Se quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu, o que acontece quando se esquece?
Se ao voltar pra casa e ver um bando belíssimo voando, você fica feliz e agradece a Deus, é porque tudo está em paz. Se sabendo ou não que espécie de aves era aquela, você pode ver sua beleza e significância... Parabéns a você!
Talvez você tenha esquecido ou tenha tentado esquecer como se ama, mas, nem tudo está perdido, afinal, você ainda vê beleza nas coisas.
É possível que não tenha desaprendido o amor, provavelmente sua tola tentativa tenha fracassado e você continue... não passando de um sentimental babaca.
Seja lá o que for que tenha feito de seu coração e sentimentalismo, acredito que não tenha adiantado nada.
Enquanto ainda se vê beleza em aves, ainda se está exposto ao amor e seus derivados.
Não deixe de ser um sentimental babaca!
Porém, não se torne um babaca sentimentalista compulsivo.
Conheço casos de pessoas que vivem procurando casos para se apaixonar. A paixão dura semanas, meses, às vezes anos. Mais tarde, a máscara acaba caindo.
Não seja tão auto suficiente ao ponto de achar que é capaz de se curar do amor, mas também não tente com casos de paixonite tentar encontrar a salvação.
Deixe o tempo naturalmente agir, deixe os pássaros adoçarem seus fins de tarde. Tenha naturalidade e sinceridade, essa é a cura.

“Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu.” – Frase de Renato Russo em “Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar” faixa 11 do Álbum “As Quatro Estações”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Surdos para essência




E então dizem que nada é por acaso... E então chega o dia em que estamos estafados.
Fazemos de um tudo para aperfeiçoar nosso tempo. Deixamos de lado o que de maior valor se tem.
Ouvimos demasiadas vezes as mesmas músicas, vozes e todo e qualquer tipo de som que há ao redor. Tem momentos que a poluição sonora sufoca e dá vontade de sair correndo.
Correr pra onde? Para que correr? Não estaria tão perto o que há de mais valoroso? Não seria aquela voz que raramente ouvimos o que necessitamos escutar?
O que temos de mais sigiloso e perfeito está a todo tempo nos chamando, e nosso cotidiano nos deixa simplesmente surdos.
Nunca há tempo para nosso intimo. Nunca há.
Ninguém na face da terra sabe quem realmente somos, é lamentável que desprezemos isso.
A sociedade nos faz! Parcialmente nos faz.
Nossos medos e angústias gritam, sabemos e ignoramos.
Nossos desejos de cometer devaneios, infantilidades, adultérios, e tudo mais o que a sociedade condena ficam lá, em coma semiprofundo.
Tememos falar a verdade, agir com vontade.
É bonito ser do bem, fingir que se é do bem. É bonito dizer que não se faz mal, quando na verdade, a vontade é de se praticar o que há de pior. Mas, afinal, o que é o pior?
Corremos porque temos que evoluir! Materialmente evoluir.
Estamos sempre cansados porque faz parte o cansaço quando se vive em uma metrópole.
Não temos tempo para nada, temos que evitar o por acaso.
Nosso intimo fica lá se esgoelando enquanto seguimos “praticando o bem”, enquanto seguimos surdos à essência.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Abandono

Ela o resgatou e acolheu. Embora não tenha feito muito fez o que pode.
Ele no começo não gostou, mas foi se adaptando.
Ela estava feliz e orgulhosa, por vezes até cometeu luxuria.
Ele, embora satisfeito com a nova vida, vez ou outra se sentia incomodado com alguns cuidados dela.
Ela, às vezes deixava de se dedicar como merecera, mas nunca deixou de se preocupar.
Ele passou a se fortalecer, mas aquele cotidiano não lhe cabia.
Ela insistia em manter ele ali preso em seu novo lar.
Ele em momento algum pediu por um lar.
Ela achava que estava coberta de razão em apropriar se dele.
Ele não estava acostumado com aquela vida.
Ela achava que ele seria eternamente grato.
Ele tentava fugir.
Ela achava que as duas refeições diárias e os demais cuidados eram suficientes.
Ele queria voltar a ter liberdade.
Ela não entendia o que ele queria sofrendo na rua novamente.
Ele sabia que era na rua seu lugar.
Ela cuidou de sua pele, sua saúde.
Ele queria sua liberdade.
Ela já o amava.
Ele assim que teve oportunidade fugiu.
Ela ficou muito triste, mais que isso ficou muito preocupada.
Ele não mais voltou.
Ela procurou pelos arredores.
Ele fez o que julgou melhor pra si.
Ela entende o destino.
Ele recebeu o nome de Grêmio (por embora ter passado por muitos apertos da vida ser imortal).
Ela se chama Claudia Azeredo
Ele era ou é, um cão lindo ao olhar dela.
Ela se julga uma defensora dos animais.
O primeiro encontro foi em uma manhã de quinta feira. No domingo seguinte (07/02/2011) o cão foi resgatado da rua em péssimas condições.
Essa relação durou penas até 11 de abril, quando Grêmio fugiu sem deixar pistas.
Ficou então a saudade, a preocupação e a crença de que nada é por acaso. Fica também a certeza de que não somos donos de destino algum.

sábado, 26 de março de 2011

Linda Aniversariante


E não é que por falar em Porto Alegre, hoje é seu aniversário.
Porto Alegre está nos meus lábios, pensamentos e coração onde quer que esteja.
Sou apaixonada por essa Cidade!
Ser apaixonada por uma cidade não quer dizer ser apaixonada pelos hábitos de seus moradores.
Sobre o comportamento de alguns porto alegrenses falarei outra hora, afinal, hoje é um dia feliz, em um dia como hoje o assunto deve ser apenas positivo.
Faltam no meu dicionário palavras para descrever o orgulho e o amor que sinto por esse lugar.
Chega essa época e o corpo arrepia com a propaganda da famosa rede de supermercados homenageando.
Cheirar Porto Alegre faz bem! Na frase anterior não me refiro às calçadas da Voluntários, nem ao Dilúvio, rsrsrs.
Ouvir o sotaque de Porto Alegre faz bem!
Qualquer coisa que escreva pode ser repetitivo, ainda bem que graças a Porto Alegre já temos Humberto Gessinger e outros gênios para melhor descrever.
Quanto ao Pôr do Sol, Chimas na Redenção, Lancheria do Parque e tudo mais não há o que se diga, basta viver.
Na condição de gremista, sou suspeita para contar seja lá o que for sobre a Azenha.
Nossa Cidade tem um exemplo em hospital de cardiologia, tem o tradicional acampamento de setembro.
Nossa Porto Alegre tem uma quantidade exemplar de árvores.
Porto Alegre hospeda os mais diversos estilos.
Porto Alegre tem a democrática esquina da Borges com a Andradas.
E por falar em estilos e democracia, coisa boa é passar na Lima e Silva pra encontrar pessoas, comer, beber e dar risada.
Em Porto Alegre tem muita coisa boa pra se fazer e tem muita coisa ainda pra melhorar. Sei que ainda há tampo para as mudanças, afinal, essa jovem senhorinha da 239 anos está sempre aberta para o que há de bom.
Espero que Papai do Céu e Nosso Querido Laçador continuem bem cuidando de nossa POA!
Não sei o que seria de mim se nascida em outra cidade. Tudo o que sei é que como diria aquela clássica: Porto Alegre é Demais!


Foto de André Gomes fonte: www.cameraviajante.com.br/luzesdacidade.htm

Fuga do Tema Proposto Esperando o Lilás dos Jacarandás


Hoje o maior desafio que posso fazer ao meu cérebro é organizar tudo o que por ele passa.
Já, o maior desafio que posso fazer ao meu corpo diz respeito a cada palavra da frase anterior.
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Ouvir um Hard Rock melancólico (se é que isso existe) no fm não me basta.
Seguir o cotidiano, não mais basta.
Pesquisar e ler o que a internet proporciona é um ideal, dominar a veracidade de tudo um sonho.
Conhecer espontaneamente novas palavras e novos autores me atrai, me surpreende. O cansaço físico me prejudica.
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Agora tenho um mar de autores para desbravar, deveres a cumprir, trabalhos a entregar.
Os prazos me engolem e tudo tende a piorar.
Logo agora que resolvi ler o que gosto, tenho que ler o que me é imposto.
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Ano passado sequer fui à Feira do Livro, hoje recém é março e conto os dias por ela.
Melhor não pensar na Feira! Feira do Livro me lembra novembro em Porto Alegre, primavera em Porto Alegre, alegrias em Porto Alegre.
Ontem o chuvoso dia me fez lembrar que é outono em Porto Alegre e até que ele e todos os meses que antecedem setembro passem, tenho muitos melancólicos dias Porto alegrenses para viver.
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Enquanto isso, leitura obrigatória, sentir sono, cansaço, frio e outros desses males será minha rotina.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Da série querido diário....



As vésperas de o dia mais fudido (perdão pela expressão) de minha vida completar um ano a dor está anestesiada.
Não sei como será no dia dezenove ou no próprio dia vinte.
Não sei qual reação terei, assim como há um ano eu não sabia como seria.
Fui eu que escolhi a caixa de madeira, fui eu quem levou o vestido e sugeriu a cor do batom. “Maquiagem leve.” Eu disse.
Às vezes converso com pessoas que tem aquele tom verde de olhos, hoje aconteceu.
Herdei sua casa, herdei muitas coisas, herdei a educação, aquela infância que também me deu esta sempre viva. Nosso amor também é imortal.
Minha crença pede que eu não pense assim, que não me comporte assim. Às vezes fujo a regra, esse momento é assim.
Passei o último ano maquiando a saudade e entretendo a dor.
Daquele final de semana e final de vida, talvez o pior dia tenha sido o vinte e um. É como se pudesse ouvir novamente o barulho das pás. O som das pás era no que muito pensava naquele momento, tinha muito medo de traumatizar daquele barulho. Não traumatizei, mas evito ouvir.
Quando as pás silenciaram, e os narizes fungando predominavam, quase caí. Fui segurada por Márcio, não fosse ele, teria sofrido a maior de todas as quedas. Lembro nitidamente dele me segurando. Minha dor era compreendida e respeitada. Minha dor causava preocupação a ele - Márcio- grande companheiro meu.
Depois disso, voltamos pra casa. Me vejo erguendo o colchão. Erguer o colchão não é nada quando se perde o que há de mais importante. Erguer o colchão foi mera distração.
Sei que talvez não pudesse estar fazendo o que faço agora. Mas, chega uma hora que temos de tirar a máscara.
Pedi para folgar no próximo domingo, quero estar ao lado de minha mãe. Iremos à missa no próximo domingo. Não gosto da missa, mas irei. Não gosto de perder, mas a perdi.
Não tive em momento algum revolta, nada questionei. O que senti foi simplesmente a dor que se sente quando a raiz é cortada.
No último ano sonhei. Os sonhos me iludiram, gostei dessas ilusões.
Ouço uma música que diz que “Quando tudo está perdido sempre existe um caminho...”, de fato, meu caminho continuou. Tornou se um caminho menos florido, menos iluminado. A ausência de seu sorriso às vezes está como nuvens que passam em meu sol.
Sei que foi melhor assim. Sei que aquele sofrimento não cabia mais.
Não sei se um dia voltaremos a nos encontrar, não tenho essa certeza, porém, tenho muito essa vontade.
De um ano pra cá passei a ter medos que antes não tinha. Temo perder meus pais. Entendo esse processo, respeito esse processo, mas temo sentir essa dor novamente.
Não quero mais ouvir o barulho das pás. Não quero mais erguer colchão algum.
Pode ser que pareça covarde. Não temo minha covardia, temo aquela inesquecível dor.
Domingo próximo, será a primeira missa de um ano, terei outras ainda eu acho.
É um aniversário que ninguém quer vivenciar, é um aniversário que não se comemora.
Não sei o que será de minha vida nos próximos anos, tudo o que sei é que sua história, minha criação e sua morte estarão comigo.
Não posso demonstrar minha tristeza, mas posso como sempre declarar meu amor.
Então, Vó onde quer que esteja EU TE AMO PRA SEMPRE ! ! !


>>>>> O trecho de música acima citado está no álbum A Tempestade – Legião Urbana – Faixa 5 - A Via Láctea <<<<<

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quanto tempo leva?


Nesses dias tão malucos em que o arrastado tempo passa voando, enfim vem a felicidade. Até quando a felicidade?

Dias em que a loucura e a lucidez andam de mãos dadas. São esses dias que fazem com que aparentemente se sofra de bipolaridade, que as coisas acontecem com invisível importância.

Esses dias não deixam de acontecer, momentos desnecessários que não deixam de fazer parte.

Nesse período o constante questionamento trabalha arduamente, trabalha desnecessariamente.

Não dá tempo pra nada, as decisões são tomadas de qualquer jeito e quem mais sofre com isso é o organismo.

São emoções daqui e dali. Amores e ódios que nascem como furacões.

O noticiário passa quase despercebido, embora seja um presente que no futuro fará parte dos livros e vídeos de historia.

São alegrias e tristezas que pesam igualmente, muitas surpresas muitas interrogações.

Outro dia afirmei o inicio do fim dos tempos, logo perguntei qual a razão de estudar. Um instante depois tive a certeza da incerteza, vai que o mundo não acabe tão cedo...melhor estudar.

A vontade de ouvir uma única musica é incontrolável, e acredito que as paredes e os cachorros não agüentem mais escutar.

Por falar em cachorro, tive a certeza que o cachorro perdido pela companhia aérea havia morrido, errei, felizmente errei.

Os tempos são tão outros que comemoro um erro.

Quando menos esperei, o passado se materializou em minha frente. Disse então: “Gurias, ele brotou atrás da impressora!” elas – as gurias – riram muito. Naquela hora sorri, me surpreendi, depois, bem, depois me confundi, logo conclui e mais tarde me “estrepei”.

Às vezes se tem vontade de fazer uma fotografia, desde o inicio de fevereiro quero fotografar meu mais novo cão “Grêmio”, desde então não há tempo, não fiz haver tempo.

São dias intensos que fazem das lentas e inacabáveis horas, despercebidas horas.

São essas quase sempre desperdiçadas horas que fazem com que a vida siga sem ser devidamente aproveitada.

Ter vergonha da sujeira e não tomar vergonha na cara para limpar é um mal. Se há tanto tempo para sofrer, há tempo para lavar.

Contaminar os que estão ao redor com mau humor também é um mal, e não se faz necessária muita inteligência para essa cura.

E já que não há tempo tirar foto, lavar o que está sujo e praticar exercícios físicos, o bom negócio por hora é focar em praticar o bem e exercitar a paciência. Assim, enfim vem a felicidade!

domingo, 13 de março de 2011


Regret - New Order

Maybe I've forgotten the name and the address
Of everyone I've ever known
It's nothing I regret
Save it for another day
It's the school exam and the kids have run away

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart

I was upset you see
Almost all the time
You used to be a stranger
Now you are mine

I wouldn't even trust you
I've not got much to give
We're dealing in the limits
And we don't know who with
You may think that I'm out of hand
That I'm naive, I'll understand
On this occasion, it's not true
Look at me, I'm not you

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart

I was a short fuse
Burning all the time
You were a complete stranger
Now you are mine

I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain about my wounded heart

Just wait till tomorrow
I guess that's what they all say
Just before they fall apart

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Li, copiei e colei: Escreveu Chaplin...

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.

E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!"


Não preciso provar nada a ninguém, mas nem por isso tenho o direito de magoar alguém.

Posso em silencio pensar. Nesse caso silencio inclui falta de gestos, voz e letras.

As escolhas são feitas por nós, o destino não.

Por não podermos mudar em tudo nosso destino, cabe a nós, adaptarmos ele de maneira confortável a nós e aos nossos. Não podemos escolher todos ao nosso redor, mas temos obrigação de cuidarmos bem dos escolhidos. Isso cabe as pessoas e aos animais.

Quanto aos que não escolhemos, respeito e educação são o minimo que se deve ter.

Revelando/Revivendo ...

Tá, se é para ver o que há de medonho, vou dividir mais essa com vocês.
Aff!
Confesso que gostava muito dessa época, mas tem registros que bah, eu poderia ter me poupado disso, como não me poupei, só me resta hoje olhar e sorrir.

Revelando/Revivendo ...


Ah, sim, lá vem a dona Claudia falar em passado, se lamuriar, etc.... Certo? Errado!

Tá, falar em passado ok, mas, isso não quer dizer (ao menos hoje) que eu vá me lamuriar.

Só para efeito de comentário:

Outro dia peguei umas fotos que estavam na casa do Zazá, até aí normal. O que vem a seguir é que não é muito normal... Com as fotos estava um filme...sim, um filme daqueles que usávamos nas antigas câmeras. Incrível é que o o filme estava bem conservado, logo a curiosa escorpiana literalmente pagou para ver.

Foram reveladas mais de 30 fotos, das mais diversas. Pelos meus cálculos, o filme tinha pelo menos uns 11 ou 12 anos.

Nossa! Naquelas fotos tinham de um tudo....Gente que não lembro o nome, bons amigos, pessoas que tiverem rápida passagem na minha jornada, pessoas muito importantes, outras nem tanto.

Caso o leitor esteja se questionando, sobre em qual momento desse texto vou começar a sofrer, aí vem a boa notícia: Fiquei muito feliz em ver as fotos!

Acreditem! A tal revelação me fez bem. Matei a saudade de alguns momentos, de algumas pessoas, etc.

A melhor parte é a que quero dividir com vocês agora: Tem casos em que o tempo ajuda mais do que possamos imaginar! Fisicamente o tempo me ajudou! Claro que o tratamento ortodôntico também teve grande peso, mas mais que isso, vi que estar próximo dos 30 anos não é de todo mal. Aprendi muito daquelas fotos pra cá, emagreci muito daquelas fotos pra cá, me amei muito daquelas fotos pra cá, etc.

Acabei de pegar uma delas, vou dividir com vocês. Claro que vou escolher a menos pior.

Ops! Olhando bem as fotos me questiono: Melhorei ou aprendi a me aceitar? Bom, antes que a crise existencial de adolescente chegue, vou ficar por aqui mesmo. Melhor me comportar como uma mulher de quase 30 bem resolvida do que a guria confusa de antes. É disse que não ia me lamuriar dessa vez, melhor parar de escrever, ou corro o risco de até as acnes voltarem.

28/02/2011


Há um mês que escrevi:


Gurias Guerreiras

“Nossa! Chegou meu momento. Tenho evitado o assunto. Tenho fugido dessa conversa. Nunca twittei, nunca falei dessa moderna mulher. Hoje temos até uma presidenta!
Fiquei feliz com isso e ainda assim me calei. Agora em um processo seletivo, cá estou cercada pelo evitado tema.
Nasci na década de oitenta e de lá pra cá muitas coisas mudaram para nós mulheres. Como todos sabem o mercado de trabalho melhorou, etc.
Me sinto meio Martha Medeiros, não sendo a mais delicada e feminina das mulheres, pois carrego comigo minha faca na bota, mas não pensem vocês que me sinto tão rocha como a Dilma.
Sou quem acho que devo ser, mulher por ter nascido assim, feliz por ter nascido assim, nada mais.
Não troco pneu ou calibro, uso de minha feminilidade para pedir ajuda. Também não lavo roupa a mão, para isso temos a lavadora. No entanto, por trás de toda essa forma prática de fazer tudo, há aquela “guria” que se emociona ouvindo a boa e velha música, chora em frente ao espelho, usa o travesseiro como confidente. No dia seguinte força e garra de novo.
Acho que para mim e para todas as mulheres do século XXI o desafio é mantermos nossas conquistas.
O espaço no mercado já é nosso! Nos resta agora administrar isso sem esquecermos nossos íntimos, sejam eles mais femininos ou não.
Há também a questão da violência contra mulher, mas esse embora seja um grande desafio, é assunto pra outrora.”

>>>Redação sobre o tema “A mulher do século XXI: conquistas e desafios.”<<<

sábado, 22 de janeiro de 2011

Minha vó dizia que o tempo iria "melhorar" quando eles cantassem


É os pássaros de hoje não são mais os mesmos!

Hoje eles comem o resto da ração dos meus cachorros.

Eles não cantam mais para anunciar o fim da chuva.

Voam a qualquer hora.

Fazem ninhos pertinho da gente.

Brigam como nunca.

Tem menos paciência para ensinar seus filhos a voar.

Me acordam menos com seus cantos.


Tenho dúvida se tenho sentido mais sono e por isso não me acordam mais.

Tenho a certeza que tamanha proximidade entre nós e os ninhos, ração de cachorro e seus alimentos são culpa nossa.



E para fechar com chave de ouro a clássica "Chegando com minha Bala 7 Belo"
Atualmente a diversão da gurizada é a web, tempo bom era esse onde bonecas tinham nomes e aprendia se desde sempre a ter por perto um animal, mesmo que esse fosse de pelúcia. Hoje em dia o maior contato que as crianças tem com a natureza e os animais é a "Fazendinha Feliz!
Uma das antigas fotos que comentei. Essa é da série fotos clássicas. Tão tradicional como aquele quadro das cinco fotinhos, onde em uma sempre estamos chorando. O que para quem nunca foi pobre ou tem menos de 20 anos é um enigma.
Nessa foto a pose é a mesma dos padrões, o que era inovador para a época foi a ausência da Bandeira Riograndense ou Nacional, e no lugar delas um fundo ecológico. Mais inovador ainda é a natural montagem que faz com que eu tenha uma Arara na cabeça.

Sobre o Blog

Rascunho de 21/01/2011 (00:34)

Registrado em 22/01/2011 (01:49)


Por ler por aí tanta coisa. Por conhecer alguns escritores, passei a sentir bastente vergonha de escrever.

Ao perceber que não conheço e não sei escrever as palavras, pensei até em excluir meu Blog .

Mas, paciência, esse é o único lugar onde ainda posso fazer meus registros sem ser duramente condenada.

Minha Musa Martha e meu novo ídolo Fabrício que me perdoem, mas tenho de manter esse espaço. Meus cães não merecem mais ter de me aguentar sozinhos.

Sorte minha de não ser seguida. Sorte minha por não ser formadora de opinião. Assim, posso colocar em prática bobagens que são privilégio dos anônimos.

Sentimento Passado



Rascunho de 21/01/2011 (00:50)

Registrado em 22/01/2011 (01:33)



Horas atrás postei em uma de minhas redes sociais (está fora de moda usar orkut) algumas fotos da minha infância. Como boa saudosista da infância, acho que até que demorei para fazer isso.

De tão apreciadora do que é velho, posso confessar: Sim! Eu ainda tenho um orkut, rsrsrsrs! Mas, isso é assunto pra outrora.

Vendo aquelas fotos fiquei feliz, fiquei saudosista. Avancei um pouco nas datas e recordei meus sentimentos de insegurança e paixões. Cheguei a conclusão que pouca coisa mudou.

Pensando nisso, automaticamente comecei a escrever em meu twitter. Sim! Eu tenho um twitter! Mais rsrsrs!

Escrevi o que sentia quando mais jovem. Escrevi o que seria capaz de pensar enquanto olhava no espelho fazendo esforço para chorar.

Nossa! Tantas vezes olhei meus olhos no espelho tentando provocar o choro.

Minhas palavras no twitter foram:


Sem frases, sem inspiração, sem votos, sequer raiva ou outros sentimentos. Sem medo, sem dor. Com algumas preocupações e alguns planos. Sem vc aki.


Amanhã é + um dia de sair de casa com a cara maquiada e aparência de "tudo bem". Não posso me desmontar, afinal, estamos no mesmo continente...


... Como se a pintura fizesse alguma diferença. Estamos fisicamente no mesmo continente e virtualmente no mesmo mundo...


De nada adianta me maquiar se onde quer que esteja, você pode me ler. Será que você pensa em me ler? Será que você ainda pensa em mim?


Então navego, viajo, espio, leio e escrevo. Enquanto faço isso, o que será que você está fazendo, onde será que você está, com quem está?


Não ouço sua voz, e esse silêncio me chateia, talvez se gritasse cmgo + uma vez essa vontade de tua voz aliviaria a tristeza de meus ouvidos “


Não me olho mais no espelho para chorar, mas volto a dizer: De anos pra cá, apenas alguns sentimentos mudaram.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cotidiano - Tempo

Há menos de uma semana presenciei um grande assalto na capital gaúcha;

Ontem assisti na tv estudos para o mais preciso e ágil diagnóstico do câncer;

O RH da empresa se equivocou com nosso ordenado de janeiro;

Hoje abri minha caixa de emails e dos 20 novos, nenhum era direcionado a mim, todos eram correntes e similares;

Há tempos que a visita de perfil do meu Orkut está desativada, para que eu fique mais a vontade;

Noite passada dormi de conchinha, apenas dormi;

Tem dias que penso no futuro e em seus custos financeiros e não financeiros;

Hoje levei as faturas e esqueci do dinheiro;

Amanhã tenho que trocar o óleo;

Depois de amanhã tenho de abastecer;

No próximo “find” sonho em rever o mar;

Ano passado foi última vez que vi o mar;

Agora ouço boas músicas;

Depois vou dormir;

Hoje não chorei;

Tem horas que não sinto nem raiva, tamanha fraqueza;

Às vezes tenho vontade de dizer tudo o que sinto, logo coloco a cabeça no lugar;

Na última tarde não me atrasei pra chegar no trabalho;

Na última noite me atrasei para chegar em casa;

No final de semana passado recebi boas noticias;

Na última década sonhei com o improvável;

O ano passado não foi fácil;

O ano atual será diferente, ou não;

O tempo não para, meus sentimentos permanecem.

05/01/2011

O que há de novo?

Então já é ano novo, tão ano novo como há um ano e tão novo como será dentro de um ano.

Passaram se 05 dias do novo ano, o que faz com que ele já não seja mais chamado de novo.

Pensei em escrever sobre ele desde seu inicio, mas fiquei aqui quietinha esperando para ver como seria.

Nenhuma novidade!

Nos últimos dias a novidade que tive é que a cachorrinha de minha podóloga terá filhotinhos. Sério, nenhuma outra novidade.

O que me chateia é que pela novidade que mais esperava, ainda não aconteceu. E olha que eu estou tentando fazer minha parte.

O problema se dá porque a novidade que espero depende também de outros. O novidade que tanto espero deveria ser rotina, mas infelizmente não é.

Fico eu aqui, ou em qualquer lugar que vá, esperando pela educação das pessoas, mas pelo jeito ta difícil de acontecer. As pessoas continuam mudando de pista sem ligar o pisca, continuam não agradecendo, não dando nem pedindo licença e muito menos dando bom dia, tarde ou noite.

Mas, com certeza a culpa é minha. Certamente com minha distração só ouvi as pessoas prometendo e desejando coisas boas para 2011, mas não ouvi quando elas disseram que tudo não passava que uma brincadeira de 1º de abril.

Talvez o único dia em que as pessoas sejam verdadeiras seja o 01/04 e os demais sim sejam os dias de piada e brincadeira.

Todo ano a mesma coisa, o velho ano faz com que as pessoas prometam coisas, desejem bons votos e nada mais. Em dezembro todos querem ser mais santos que o Francisco de Assis, e a partir de 01/01 tudo volta ao lamentável normal. Brigas por espaço em engarrafamento, correria, mau humor, egoísmo, falsidade.

Hoje recém são 05 de janeiro e já estou contando os dias pelos vinte e poucos de dezembro.