segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E se um cachorro fosse professor?!


(Desculpem, não derei os créditos ao autor por desconhecer seu nome)

Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:
Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.
Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.
A amizade verdadeira não aceita imitações!!!
E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Mais uma da série, querido diário...

Querido Diário,

Ô saga que nunca acaba essa, o que por um lado até que é bom.

Poderia escrever me escondendo, dizendo que é uma estória, que é de alguém que sei lá quem é. Poderia usar a terceira pessoa como tantas vezes já fiz.

Não sei o que, nem como vou escrever, assim como não sei se terei coragem de publicar, embora no fundo saiba que terei, por poder assim voltar a ser quem já fui, voltar a ser aquela pessoa que nada temia e que pouco escondia.

Esse tempo já passou.

Antes ouvia Legião, hoje estou ouvindo ColdPlay, logo, a melancolia continua.

Tomei uma taça de vinho, e bem sei que se tivesse aqui uma garrafa beberia também. Mesmo depois de algumas experiências, mesmo tendo noção, ainda assim tentaria bebendo esconder minhas tristezas.

Não cortaria os pulsos, nem fugiria de casa, mas com certeza seria capaz de confiar em qualquer um que encontrasse em qualquer esquina, seria capaz de sentar em algum cordão de calçada e desabafar minha vida para quem quisesse parar e ouvir.

Seria capaz de confessar meus inexistentes arrependimentos, seria verdadeira como tanto temo ser.

Hoje seria capaz de esquecer que começou o horário de verão, caso não tivesse de ir trabalhar, certamente esqueceria.

Seria até capaz de não chorar, seria capaz de dividir um cigarro com alguém. Me sinto tão triste que talvez pudesse hoje não desejar nem homens nem mulheres, poderia apenas observar tudo sem reação.

Me sinto tão triste e só, que minha solidão pode me fazer sentir mais dor que esse nó que tenho em minha garganta.

Poderia deixar de sorrir por horas, mesmo sabendo que meu característico bom humor tem predominado minha vida nos últimos anos.

As pessoas pensam que me conhecem, e acham que sou aquela pessoa animada que sempre vêem, nenhuma dessas pessoas está aqui agora.

Cansei de brincar, cansei de sorrir e provocar risos.

Poderia pegar minha moto e sair pela rua agora, poderia encontrar a RS040 e adota La como companhia, estou tão triste que até isso me passa pela cabeça como mais um sonho que não realizarei.

Não teria coragem de pegar uma estrada a essa hora e preocupar meus pais, tão pouco teria coragem de mentir pra eles que estou indo pra casa de alguém e que dormirei em segurança. Não tenho mais idade para mentir para meus pais, não tenho mais tempo para fazer isso.

Todos os dias tem sido uma corrida contar o tempo para mim.

A corrida recém começou, alias, recém agora percebi que essa corrida existe. Tudo recém começou e me sinto cansada.

Estou tão triste que pouco ligo para como estou tratando a língua portuguesa. Estou tão melancólica que não tenho a menor vontade de fazer nada.

A vontade de chorar veio e passou, foi embora como tantas vezes. Não tenho mais tempo para me comportar como tanto me comportei.

Não tenho mais o direito de perseguir o que não me pertence. Tudo o que me resta é seguir fingindo que esse momento não existiu, fingir que tudo segue bem, sorrir para quem passar por mim amanhã e seguir me arrastando em minha corrida contra o tempo.

Fora isso, o que passou, passou, nunca mais voltara. Embora eu e minha estupidez tenhamos no fundo a esperança que o passado não tenha apenas passado.