
Tudo, ou quase tudo, o que passa na cabeça de uma portoalegrense de 27 anos será aqui postado, lógido que de acordo com minha disponibilidade e coragem, rsrs.
26/set/2009
Saudade da Raiz
Por Claudinha Azeredo
Sempre fui da opinião que a família é a raiz de tudo. A família é nossa força maior.
Família tem de todos os tipos. Família é tema longo que gera artigos e mais artigos.
Acho que mesmo os mais estudiosos são capazes de se perder ao falar em família, esse tema é complexo demais, e até quem não tem estudo algum pode narrar.
A questão agora não é exatamente a família e sim a dor que sua ausência pode causar.
Eu felizmente não conheço essa dor, pois tenho minha raiz bem juntinho a mim, no entanto, conversando com um querido amigo que está longe de sua raiz tentei assimilar como é isso. Confesso que não consigo me imaginar nessa situação e que não tenho bala na agulha para sentir na pele como é essa dor.
Longe de casa há tempos está esse meu amigo, ele tem sua vida estruturada longe de sua família, mas, sua maior estrutura lhe falta.
Não foram necessárias muitas de suas palavras pra que eu sentisse a emoção, seus olhos me disseram tudo.
Parcial é a alegria, parcial é o sucesso. O coração está lá, está com sua gente, sua família.
Por ter minha raiz comigo, tenho medo só em pensar nessa distância, nessa saudade.
Como um sonho infantil, quisera eu que todas as pessoas pudessem ter consigo sua querida família. E é ai que talvez me contradiga, tenho minha raiz tão perto, mas será que tenho regado-a corretamente?
Poderia eu regar mais, adubar melhor minha raiz? Tenho certeza que sim, e tenho certeza que muitos gostariam de estar em minha situação para isso poder fazer.
Não conheço a saudade da raiz, reconheço isso. No entanto, nunca mais fui à pecuária comprar adubo, sendo que o adubo nem caro é. E quem disse que o adubo tem de ser comprado? Posso muito bem usar a erva do chimarrão para adubar, do chimarrão apreciado com minha família.
Vou logo tratar disso, vou comprar um regador!
Viu isso caro leitor, é assim que hoje vivemos, entendemos que não precisamos comprar o adubo, mas achamos necessário comprar um regador, e assim seguimos, sempre encontrando obstáculos para bem tratar nosso mais importante bem, a raiz. Preciosa é nossa raiz nossa família. Forte ela é, basta apenas um bom trato, esse trato não precisa de nada comprado. Seu verdadeiro adubo é o amor, e sua cede pode ser curada com carinho.
Cuide bem de sua raiz, pois quando se está longe torna-se mais difícil cultivar. E depois de morta, não há cercado que proteja, nem lagrima que regue.
25/set/2009
Sr. Machado
Por Claudinha Azeredo
Talvez não esteja preparada hoje, talvez nunca esteja.
Não conheço tão bem assim a língua portuguesa.
Mesmo assim, teimosa que sou tentarei, sim, vou tentar escrever sobre Sr. Machado.
Brincando costumo chama-lo dessa maneira, e aqui por não ter pedido autorização para citar seu primeiro nome não será diferente: Sr. Machado.
E é assim, com toda humildade que me atreverei a escrever sobre essa pessoa. Ops! Já cometi meu primeiro erro, como fui errar assim? Como tive coragem de chamar um Anjo de pessoa? Claudinha e seus erros...
Cometo meus erros, e cada dia mais vejo isso. Posso ver cada vez mais meus erros, pois convivo cada vez mais com os acertos de Sr. Machado.
Fico impressionada em ver como acerta esse homem, ops, esse Anjo.
Sr. Machado, Anjo materializado. Homem menino; menino Anjo.
Normalmente paz se sente, se deseja, no entanto, quando se está próximo do Sr. Machado paz se vê. Sim, em sua companhia, além de sentirmos paz, podemos vê-la. Vemos paz em seus olhos, em seu sorriso. Ouvimos paz em suas palavras.
Talvez aqui eu repita muitas vezes as palavras paz e Anjo, mas é como justifiquei no inicio, não domino tão bem a língua portuguesa ao ponto de poder descrevê-lo melhor.
Anjo da paz, esse poderia ser um dos adjetivos de Sr. Machado.
Sua voz melodiosa sempre fala as mais lindas palavras (mesmo que uma bobagem esteja sendo dita). Sim, o que seria de nós sem nossas bobagens e brincadeiras? Saiba disso caro leitor, anjos também brincam e falam bobagens, posso afirmar isso com plena certeza, afinal conheço um Anjo de verdade, e é por isso que estou aqui a escrever.
Tem um jeito diferente, tem sentimentos e comportamentos diferentes. Sua postura é diferente (suas meias também são diferentes, rsrsrs).
Sr. Machado tem um cheirinho bom, tem um abraço que acalma e fortalece (sim, como a primavera, rsrsr). De verdade, seu aconchegante abraço, seu jeito de tocar nossas mãos, são características fortes.
Saibam que se eu estivesse brincando de amigo secreto e descrevesse dessa maneira, todos saberiam de quem se trata. Quem conhece Sr. Machado sabe que não estou mentindo.
Ele é uma unanimidade é o amigo dos sonhos, o irmão dos sonhos, o esposo dos sonhos. Que mortal não gostaria de ter um Anjo assim ao lado. Feliz de mim que o tenho, feliz de tantos outros que o têm. O centro da cidade é cinza, exceto onde mora Sr. Machado.
Posso tranquilamente afirmar que por onde passa o anjo paz, passa também muita luz. Nossa, lembrando seu jeito doce para aqui tentar narrar fico virada em emoção, fico virada
Seja qual for o momento, onde quer que esteja, se for feito por Sr. Machado, tenha certeza é feito o melhor.
Minha querida Porto Alegre é mais querida por ter recebido aqui esse ser tão especial. Com ele aqui Porto é mais Alegre.
Alegria, Paz, cheirinho bom, já estou me tornando repetitiva. Assim que dominar mais as boas palavras, assim que conhecer mais palavras pra denominar o Anjo da Paz voltarei a escrever sobre Sr. Machado.
Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
22/set/2009
Primavera
Por Claudinha Azeredo
Inspiradora estação que se não tiver cuidado me pego a escrever um livro dedicado a ela.
Mais que uma simples estação do ano, embora assim seja chamada. Período onde tudo fica lindo, onde tudo fica mais gostoso. Magia especial tem a primavera.
Tudo se torna mais especial, mais macio. Na primavera o cheiro de flor de laranjeira se espalha transformando qualquer humor no melhor, transformando qualquer boca
Os pássaros cantam como em nenhum outro período. As crianças correm, gritam e riem de maneira ainda mais inocente. A vontade de acordar cedo se renova. A propósito, período de renovação é esse.
Primavera que chega em setembro e se vai em dezembro, maravilhosos três meses são abraçados por ela, meses que poderiam se multiplicar e ninguém reclamaria. Ninguém ficaria chateado por não sentir nem frio nem calor em excesso, afinal, a primavera tem a temperatura ideal.
Querida primavera minha...querida época de se viver cada dia com mais e mais alegria!
Dentro de pouco tempo verei as margaridas, mas isso é tema para outra hora, afinal as margaridas são para mim dignas de um exclusivo texto.
Da primavera passada para cá vivi tantas coisas... Conheci gente nova, conquistei e perdi “amizades”; tive alegrias e tristezas; superei desafios, fui derrotada por alguns deles; tive minha confiança perdida e conquistada; senti muitas dores de sentimentos; aprendi muito, cometi muitos erros; fiz aniversário apenas uma vez de lá pra cá (rsrs); bebi e comi das mais diversas coisas; trabalhei muito, estudei bastante; li muito mais nesse período; criei um blog, etc. Desde a última primavera muita coisa boa aconteceu. Sim, a primavera começa e termina, mas desde seu inicio deixa boas vibrações para as estações seguintes.
Na primavera temos pêssegos, temos flores, temos a Feira do Livro e muito mais. Ah, na primavera temos novembro – mês de grande importância para mim- .
Na primavera sonhos podem se tornar realidade, na primavera podemos sonhar mais.
Se hoje não tens planos, não tens sonhos, lembre que é primavera, lembre que é apenas o inicio dela, lembre que nesse momento feliz tudo conspira a favor. Observe ao redor, veja as flores, ouça os pássaros, sinta o cheiro, sonhe, viva....É PRIMAVERA!
20/set/2009
Flatulência
Por Claudinha Azeredo
Sim! Isso mesmo a palavra é FLA-TU-LÊN-CI-A (será que é assim que se separa?).
Sim! O tema parece estranho não é mesmo? Explico: trata-se de uma crônica encomendada, como assim uma crônica encomendada? Um querido e especial amigo estava conversando comigo, ouvimos um ruído estranho e eu muito discreta me calei, ele nem tão discreto me indagou: “- Claudinha tu peidou?” respondi que não, afinal não tinha sido eu mesmo, e comentei que ao ouvir o barulho achei ter sido ele. Logo concluímos que havia sido um barulho qualquer. Mas, o que importa não é isso, o que realmente importa é que o tema foi abordado e nos gerou muitos risos.
E a questão é justamente essa: Qual a razão de tantos risos? Qual a razão de tanta timidez quando assunto é esse, aliás, esse assunto quase nem é abordado!
Confesso que eu sequer sabia escrever a palavra flatulência antes de começar esse escrito! Lá fui ao Google ver se escreve com acento do vovô ou não.
Não escrevemos essa palavra, evitamos falar sobre ela. No máximo dizemos que soltam-se gases, como se peido e flatulência fosse ofensa, ah, podemos usar também o carinhoso apelido “pum”. Existem piadas sobre o tema, existem lendas de mãos coloridas, etc. Mas, o que sempre acontece é que esse assunto intimida a maioria das pessoas. Quando se trata de gente bonita e rica então, nossa!
Devo aqui admitir que já passei por situações por causa dos tais gases, situações em que dormia e deixei quem dormia comigo em apuros com o “estrago” feito por mim.
Naturalmente o leitor não esperava que eu confessasse aqui que já tivesse soltado puns acordada em frente a alguém não é mesmo? Ou tu achas que eu cometeria esse “crime” em sã consciência?
Vou como sempre questionar: Qual o motivo de tratar mal um assunto tão natural?
Qual a razão de as pessoas tratarem com tanta naturalidade o fato de irem aos pés e não serem francas o suficiente para tratar os tais peidos com o mesmo respeito?
Só para se ter uma noção, estou escrevendo peido e o Word insiste em me informar que essa palavra não existe na língua portuguesa.
Ah, por favor, né?!?!? Que demagogia é essa? Bill Gates não peida?
Existe exame de urina, de fezes, sangue, de tudo, menos de flatulência.
E essa história de ir ao banheiro para soltar os puns? Quando não dá tempo, o que se faz? Ou todo mundo consegue sempre segurar até chegar ao banheiro? Será que só eu sou descoordenada? Acho que não, pois, se fosse o transporte coletivo não seria como as vezes é. E o cinema então?
Bocejar pode, soltar pum não pode! Mesmo que as vezes o sujeito tenha um hálito horroroso ele pode bocejar, espirrar e falar perto da gente (que nojo), sim, mas, ele pode fazer tudo isso sem ser condenado, o que ele não pode fazer é soltar puns, isso não.
Meus cães e gatos os soltam sem nenhum pudor!
Não quero que quem leia isso pense “nossa que guria nojenta e peidorreirinha”, não por favor, não pensem isso. Pensem apenas “nossa uma pessoa normal”, sim, por que é isso que sou: uma pessoa normal que come, urina, vai aos pés e eventualmente tem flatulências.
Ah, e não esqueçam que pessoas bonitas também são pessoas normais, portanto, não tenham medo de ser pessoas normais, mas não esqueçam de na medida do possível respeitar os ônibus, cinemas e restaurantes.
20/set/2009
Insônia
Por Claudinha Azeredo
Quando se tem insônia não há o que se faça. Há quem diga sofrer de insônia, mas, desde quando insônia representa sofrimento? Não sofro de insônia, tenho insônia, e não é sempre que a tenho.
Há quem goste de ter insônia, há que ache que sua insônia faz produzir mais. Apaixonados sempre têm insônia, mas, não é por ela que sofrem isso é certo.
Quando a paixão é correspondida, a insônia ate que cai muito bem. Quando a paixão não é tão correspondida assim não é exatamente pela insônia que se sofre.
Existe no mercado farmacêutico uma serie de remédios que prometem combater a insônia, mas, os que realmente combatem são drogas. Então eles não resolvem coisa nenhuma, eles “chapam”. Não sei qual a finalidade de tentar combater um “mal” usando drogas, mas, cada um sabe de si.
Para falar a verdade tenho mais sono que todo mundo que conheço, a questão é que sinto sono quando “não devo” sentir e estou disposta “quando deveria” estar dormindo.
Acho que isso é só uma questão de relógio biológico e acho também que muitos devem sentir o mesmo que eu, portanto, não há porque me drogar.
Certamente tem por ai quem alegue “sofrer” de insônia só para se drogar.
É acho que realmente não “sofro desse mal”, sim porque só uma pessoa com sono ou drogada resolve escrever sobre isso às 02:30 da manhã, e no momento acho que posso me incluir na primeira categoria, a categoria dos sonolentos.
Que bobagem! Tenho até medo de reler esse escrito e ver meu português, nossa! O uso dos porquês já não é meu forte, agora então....
Aos que dormem: Beijos e Boa Noite!
Aos que navegam: Boa Viajem e Leitura!
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso,
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar (nã nã nã não)
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
Yeah!
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá, pra ti.. para mim...
15/set/2009.
Sexo, Amor e Traição
Por Claudinha Azeredo
Quantas vezes você já leu ou ouviu falar sobre esse tema? Eu particularmente desde que fui alfabetizada já li essas palavras juntas incalculáveis vezes.
Cada palavra gera longos e longos textos, quando unimos as três então, é tema que não acaba mais.
Muita gente gosta muito de sexo, mas não sabe nem um pouquinho falar sobre isso.
Muitos sentem amor, mas, sequer conseguem descrevê-lo.
Já a traição, essa sim, todo mundo fala facilmente que não aprova, mas, será que os mesmos sabem do que estão falando?
Nem sempre quando temos sexo temos amor. É e nem sempre que temos amor temos sexo. Quanto a traição, essa sim é forte candidata a fazer par com alguma das outras palavras.
Nossa! Esse título realmente vai dar pano pra manga, talvez eu tenha que dividir meus escritos em capítulos.
Conheço quem deteste falar sobre sexo, conheço também quem não consiga passar um dia sem tocar nesse assunto.
O Amor, esse fica de escanteio as vezes por dias, e quando vem, ou é mal explicando por quem narra, ou interpretado pelo ouvinte. Amor não tem jeito, só quem sente é capaz de entender.
E a traição, pobre palavra que assim como a atitude é sempre julgada e condenada. Acho que exceto os recém nascidos todo mundo já soube, presenciou, ou praticou a traição, isso quando não “sofreu” a traição. Mas, quanto a traição “sofrida”, vou deixar pra outra ocasião, afinal, trata-se de outro grande tema.
Por que será que para algumas pessoas é tão difícil entender que sexo, amor e traição podem sim andar juntinhos lado a lado?
Sexo é bom, amor é sentimento e traição é ponto de vista. Quem disse que três coisas diferentes não podem andar paralelamente?
Acho que as pessoas julgam demais as coisas sem conhecê-las. Julgam quem gosta muito de sexo, julgam quem ama muito, julgam quem trai (mesmo que seja pouco), julgam sem saber o que de fato provoca essas atitudes e sentimento.
Sempre defendi a pratica do sexo, o sentir e viver amor e a traição também sempre teve minha compreensão, minha opinião em nada mudou, porém, registro que essa mesma opinião se aperfeiçoa a cada dia, tentando sempre compreender e respeitar o comportamento humano. Espero francamente que um dia todos sejam felizes, sejam eles os “sexólodras”, os amantes ou os “terríveis e cruéis” traidores.
15/set/2009.
Futilidade dependente
Por Claudinha Azeredo
Disse Vinicius: “As feias que me desculpem, mas, beleza é fundamental.”.
Há quem não concorde tanto assim e diga: “Amo mulheres, detesto futilidade. ’.
Fico aqui imaginando como seria um casamento meu com uma mulher cheia de frescuras e futilidades, logo concluo: Não seria!
Conheço diversos casos de futilidade e poderia aqui exemplificar vários deles, entrando, se aqui fossem registrados, esse texto seria extenso e maçante demais e como não tenho paciência com esse tipo de coisa não teria como dedicar tanto tempo a esse tema.
Penso que pior que a futilidade por bens materiais ou aparência física é a futilidade dependente. Antes que o leitor questione sobre a futilidade dependente esclareço: Mulher dependente do parceiro! Tem coisa mais irritante que mulher que não dá um bocejo (pra não escrever peido) sem participar o companheiro? Aliás, mulheres fúteis não peidam, como fui esquecer esse detalhe. Enfim, voltemos à futilidade dependente, futilidade essa que sufoca qualquer sujeito, característica essa que como diria um querido meu: “judia do peão”.
Mas, o pior é saber que diferente do que eu penso, existe quem realmente suporte essa situação, afinal, se elas são dependentes dos companheiros é por que estes existem.
Outro dia ouvi uma pessoa dizer que a tecnologia veio para resolver uma série de problemas, os problemas causados pela própria tecnologia.
Será que o criador do celular tinha uma mulher dependente dele? Ou será que ele não sabia sobre o mal que estaria causando para a humanidade? Essas viciadas em seus parceiros com certeza são grandes apreciadoras dessa ferramenta tecnológica.
Estaria eu sendo cruel demais? Por que tanta impaciência por minha parte? Responderei eu mesma dizendo que é porque não vejo mais espaço para esse tipo de comportamento. Sejam meninas, sejam mulheres, estou farta de ver essa dependência estúpida.
Não é possível que em plenos anos 2000 o ex sexo frágil continue se comportando como se não tivesse conquistado o titulo de ex.
Não há mais motivo para tanta frescura. Estendo que uma vez por mês, durante a semana premiada estejamos mais expostas a esse sentimentalismo dependente, agora, por favor, fazer disso uma rotina para todos outros 23 dias é demais.
Pra que ligar para o companheiro para dizer que foi magoada no trabalho? Não seria mais fácil ir ao banheiro lavar o rosto e encarar isso como um aprendizado?
Outro dia fui magoada no trabalho e dei o tal telefonema, não satisfeita chegando em casa chorei relatando o fato, vou contar um segredo: Sobrevivi! E hoje vejo que dando o tal telefonema ou não teria sobrevivido da mesma forma. Portanto, não há razão para tanta choradeira, para tantos questionamentos, para tantos telefonemas.
Não interromper o que o parceiro esta fazendo com frescuras e futilidades pode ser uma tarefa difícil no começo, a abstinência pode até ser dolorida, trágica e dramática, mas, no final de tudo uma coisa é certa: sempre há sobreviventes, e normalmente sobreviventes mais felizes.