terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais uma da Saga Querido Diário

Ando tão careta, ando tão na minha. Com a faculdade trancada a rotina tem sido casa/ trabalho e depois do trabalho casa. Tenho bem pouquinhos amigos, tenho uma família tão pequenina. A parte boa é a da família que é meu porto seguro.

Sei que ando afastada de muitas pessoas boas, o que me conforta é saber que estou perto das melhores.

Não uso tóxicos, não tenho aprontado nenhuma. Ando com pouca grana, mas vou me virando. Às vezes sinto falta de um smartphone, às vezes sou grata por não ter um.

Tenho tentado tratar bem o maior número possível de pessoas, venho tentando ser uma pessoa melhor.

Estou com o sono em dia. Saio de casa atrasada, mas chego a tempo nos compromissos.

Conto os dias para a chegada da minha tão querida primavera.

Agradeço a Deus por todos os dias. Tenho andado com a consciência limpa.

Hoje neguei dez centavos pra um guri de sinaleira, não me afetei por isso.

Estou em dia comigo mesma. Talvez quando receber meu salário me sinta mais em dia ainda.

Não estou sacaneando com a vida de ninguém, estou tranqüila. Nesse mês voltei a sofrer com a TPM, mas fui compreendida.

Às vezes tenho vontade de agredir fisicamente meu chefe, mas logo passa.

Tenho de voltar a respeitar os limites de velocidade no trânsito, mas isso tem conserto.

Choro com uma freqüência normal, e grito cada vez menos.

Venho fazendo coisas que gosto. Estou em dia com minhas músicas favoritas.

Preciso iniciar uma atividade física, logo terei coragem.

Verifico se meus animais de estimação estão vivendo em boas condições.

Sei que tenho ainda muita coisa para arrumar, mas aprendi a respeitar o tempo.

Continuo saudosista, mas descobri que isso não tem cura.

Estou feliz com a maneira como minha mãe vem vivendo.

Meu time do coração não está em uma boa fase, mas isso não me enlouquece como antes.

Desejo um mundo melhor a todos, e assim durmo todas as noites. Penso em minha avó com muito carinho e saudade, entendo sua passagem.

Sinto nó na garganta, aprendi a engolir quando necessário.

Continuo não sendo muito vaidosa, o que continua não me incomodando.

Minha orientação sexual segue a mesma, no entanto, ela está cada vez mais em paz.

Minhas opiniões tem ficado bem guardadas em minha boca sempre que preciso.

Volto a falar sobre a primavera, que é por quem tanto venho esperando. Sou feliz por ter os sentidos perfeitos para poder aproveitar as margaridas.

Não me arrependo do que já fiz, mas corrigiria algumas coisas.

Estou com frio, por isso sinto que é hora de ir pra cama.

Pratique o Eu Te Amo

No final do expediente meu colega desliga o telefone e diz: “Ai, como eu amo essa mulher.”. Ele estava se referindo à sua namorada, por quem é apaixonadérrimo. Então disse a ele: “Diga isso a ela, demonstre isso a ela.”.
Meu colega é um cara boa pinta, ele é assediado por mulheres e homens, é um cara simpático, engraçado, etc.
Trata se de uma pessoa bem resolvida e decidida. Meu colega é um cara legal, mas uma das coisas que mais me chama atenção nele são esse amor e fidelidade que dedica a sua namorada. Suas atitudes são pouco comuns hoje em dia.
O que me deixa feliz é que ainda existam pessoas assim. Gostaria que muitas outras pessoas fossem assim também, e mais que isso, gostaria que os receptores desse tipo de amor acreditassem nisso.
Enquanto é tão comum ouvir pessoas cantando por aí que fazem e acontecem, saber que ainda existem amores como esse faz de um final de dia comum de trabalho um final de dia mais feliz.
Na noite passada eu ouvi “eu te amo” e acreditei, continuo acreditando. No meu caso a recíproca é super verdadeira.
Não sou a namoradinha perfeita (e sei que isso não existe), assim como meu parceiro também não é exatamente o príncipe encantado montado no cavalo branco. Isso não existe, o que existe é o amor, apenas.
A frase acima estaria correta, não fosse a parte em que escrevo: “amor, apenas”. Amor hoje em dia é mais que sentimento, passou a ser virtude, sim quem sente amor tem essa virtude. Pelo menos é o que penso.
Amar pai e mãe é fácil, agora, amar outra pessoa de verdade, tem sido cada vez menos comum.
Acho que todo mundo é capaz de amar, daí a praticar o amor é outra estória. Quem sou eu pra dizer o que é certo e o que é errado sobre amor?!?!?! Não, longe disso, não estou aqui pra ditar regra pra ninguém, cada um ama do sei jeito. Eu tenho meu jeito de amar e defendo que cada um tenha o seu. A única coisa que peço é que por favor, se ama de verdade, diga, demonstre! Cuide de quem ama enquanto há tempo.
Seja qual for seu amor, seja quem ou como for, tente magoar o menos possível a pessoinha.
Outra dica, se for fazer alguma coisa que seja boa pra ti, mas contrária as vontades de quem tu ama, deixe o menor número possível de pessoas saber, seja antes, durante, ou depois.
Ops, quase me peguei escrevendo sobre traição, deixa isso pra lá, esse é tema pra outro texto.

sábado, 14 de agosto de 2010

Dinha


E por falar em fidelidade, olha só a Dinha...Vai vencer mais esse agosto. Quem disse que ela não passaria desse inverno?!?!? Coisa boa, já estamos na metade de agosto e ela segue firme e forte. Tá, nem tão forte, mas firme, ou nem tão firme assim e talvez um pouco forte, sei lá, mas que ela segue o baile ela segue. E se passar por todas essas geadas vai virar o ano novo certoooooo!!!

Ninah


Minha companheirinha, meu belo e fiél amor.
Um anjinho que tem uma das melhores características, a lealdade. Ninah é uma Lhasa Apso de quase um aninho que contribui muito nas alegrias que diariamente tenho.

Inverno de novo

Minha nossa como tem feito frio!

Todo ano é a mesma coisa, todo inverno é isso! Reclamamos do frio, reclamamos da chuva.

Sempre usamos as mesmas técnicas para nos aquecer e ainda assim sempre reclamamos.

Todos anos nessa época tomamos as mesmas bebidas, comemos as mesmas coisas.

Do ano passado pra cá o que mudou foi o pânico da Gripe A que diminuiu, nesse ano quase nem se fala nisso, não sei se é por ser ano de eleições, mas eu praticamente não vi nada de comentários, se bem que nesse ano a maioria da população foi vacinada.

Hoje realmente está bem frio, ventou muito aqui na Capital Gaúcha, e acho que nevou em algum cantinho aqui do Rio Grande, mas alguém me explica por favor, por qual razão falarmos e reclamarmos tanto disso?! Logo vem o verão e as pessoas vão chamar a cidade de “Forno Alegre”, aff! Eu mesma outro dia me peguei reclamando do frio, e de que adiantou?! De nada, não fez calor por conta disso.

Ontem estava em minha cama bem quentinha antes de dormir e agradeci a Deus por isso. Pensei em todos os desabrigados e pedi por eles, pensei nas pessoas que estão em hospitais zelando por seus familiares enfermos (eu já passei por isso), e não tem jeito, essas pessoas estão por aí seja no inverno, seja no verão. Gostaria que muitos praticassem isso, reclamar do frio não resolve, acho justo tentar emanar boas vibrações para quem realmente está sofrendo com o inverno, sei que isso não elevará a temperatura para 20 graus, mas tenho certeza que deixará todos os corações mais aquecidos.

Da série querido diário...


Sempre penso em meu blog, nunca uso. Às vezes culpo a falta de tempo, quando muitas vezes a culpa é da preguiça. Há pouco descobri que muito da culpa é o medo de me expor.

Escrevi sobre isso em meu twitter, aliás, meu twitter vem sendo meu querido diário. Acabei involuntariamente adotando o twitter para poder me limitar e escrever breves frases. Quanta contradição, justo eu que sempre gostei tanto de escrever. Nossa! Quanto medo da exposição!

Sempre penso nas pobres poucas 40 pessoas que lá me seguem, penso em poupa los de minhas peripécias mentais. Fiquei meses e meses pensando em postar algo, mas vinha sendo impedida por meu medo. Quem foi que disse que escorpianas metidas a espertinhas não têm medos?! Sim, temos! Mais que medos, temos fantasmas que nos assombram, temos fantasmas que nos acompanham. Uma prova de medo é usar plural quando se pode usar singular, é escrever em quarta pessoa quando se pode e deve escrever em primeira. Prova de medo é ouvir umas músicas do Djavan querendo ouvir outras. Eu usar o pretexto de não querer levantar para colocar os velhos CDs apenas por conta do frio, tudo mentira, tudo medo.

Sentir medo de pensar nas coisas para não sonhar a noite, sentir medo de sonhar, sentir medo do que se sonha, sentir medo do que já passou, sentir medo do que passa. Sentir medo de ser descoberta, sentir medo de que a “bolha do pensamento” possa existir. Sentir medo de ser entregue pelo olhar, sentir medo das vontades que sente.

Não seria nada mau se pudesse e soubesse cantar, quando se compõe uma música pode se expressar quais quer sentimentos por quem quer que seja e isso é considerado cultura. No meu caso, meus sentimentos não passam de medo.

Será que só eu penso nas ocasiões, nas situações? Cá estou eu trocando as palavras por puro medo, escrevo ocasiões para substituir datas. Sim, é possível que uma mulher de 26 anos sinta medo.

Tenho tido cada vez mais medo, o tempo passa e o medo permanece. Tem coisas que não se superam quando se é adulto, os medos mudam, mas seguem vivos. Tem coisas que não mudam nem que se passem dez anos. Na verdade as coisas mudam sim, mudam, mas permanecem.

Minha sobrinha há dez anos tinha quase quatro meses de vida, isso era lindo, mas naquele momento não era o que fazia a maior diferença.

O mundo mudou de lá pra cá. Vivi incalculáveis alegrias e tristezas, senti medo, presenciei muitas coisas, senti medo, fui, voltei, senti medo, sorri, chorei, sinto medo.