Da série querido diário...
Sempre penso em meu blog, nunca uso. Às vezes culpo a falta de tempo, quando muitas vezes a culpa é da preguiça. Há pouco descobri que muito da culpa é o medo de me expor.
Escrevi sobre isso em meu twitter, aliás, meu twitter vem sendo meu querido diário. Acabei involuntariamente adotando o twitter para poder me limitar e escrever breves frases. Quanta contradição, justo eu que sempre gostei tanto de escrever. Nossa! Quanto medo da exposição!
Sempre penso nas pobres poucas 40 pessoas que lá me seguem, penso em poupa los de minhas peripécias mentais. Fiquei meses e meses pensando em postar algo, mas vinha sendo impedida por meu medo. Quem foi que disse que escorpianas metidas a espertinhas não têm medos?! Sim, temos! Mais que medos, temos fantasmas que nos assombram, temos fantasmas que nos acompanham. Uma prova de medo é usar plural quando se pode usar singular, é escrever em quarta pessoa quando se pode e deve escrever
Sentir medo de pensar nas coisas para não sonhar a noite, sentir medo de sonhar, sentir medo do que se sonha, sentir medo do que já passou, sentir medo do que passa. Sentir medo de ser descoberta, sentir medo de que a “bolha do pensamento” possa existir. Sentir medo de ser entregue pelo olhar, sentir medo das vontades que sente.
Não seria nada mau se pudesse e soubesse cantar, quando se compõe uma música pode se expressar quais quer sentimentos por quem quer que seja e isso é considerado cultura. No meu caso, meus sentimentos não passam de medo.
Será que só eu penso nas ocasiões, nas situações? Cá estou eu trocando as palavras por puro medo, escrevo ocasiões para substituir datas. Sim, é possível que uma mulher de 26 anos sinta medo.
Tenho tido cada vez mais medo, o tempo passa e o medo permanece. Tem coisas que não se superam quando se é adulto, os medos mudam, mas seguem vivos. Tem coisas que não mudam nem que se passem dez anos. Na verdade as coisas mudam sim, mudam, mas permanecem.
Minha sobrinha há dez anos tinha quase quatro meses de vida, isso era lindo, mas naquele momento não era o que fazia a maior diferença.
O mundo mudou de lá pra cá. Vivi incalculáveis alegrias e tristezas, senti medo, presenciei muitas coisas, senti medo, fui, voltei, senti medo, sorri, chorei, sinto medo.
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