segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

28/02/2011


Há um mês que escrevi:


Gurias Guerreiras

“Nossa! Chegou meu momento. Tenho evitado o assunto. Tenho fugido dessa conversa. Nunca twittei, nunca falei dessa moderna mulher. Hoje temos até uma presidenta!
Fiquei feliz com isso e ainda assim me calei. Agora em um processo seletivo, cá estou cercada pelo evitado tema.
Nasci na década de oitenta e de lá pra cá muitas coisas mudaram para nós mulheres. Como todos sabem o mercado de trabalho melhorou, etc.
Me sinto meio Martha Medeiros, não sendo a mais delicada e feminina das mulheres, pois carrego comigo minha faca na bota, mas não pensem vocês que me sinto tão rocha como a Dilma.
Sou quem acho que devo ser, mulher por ter nascido assim, feliz por ter nascido assim, nada mais.
Não troco pneu ou calibro, uso de minha feminilidade para pedir ajuda. Também não lavo roupa a mão, para isso temos a lavadora. No entanto, por trás de toda essa forma prática de fazer tudo, há aquela “guria” que se emociona ouvindo a boa e velha música, chora em frente ao espelho, usa o travesseiro como confidente. No dia seguinte força e garra de novo.
Acho que para mim e para todas as mulheres do século XXI o desafio é mantermos nossas conquistas.
O espaço no mercado já é nosso! Nos resta agora administrar isso sem esquecermos nossos íntimos, sejam eles mais femininos ou não.
Há também a questão da violência contra mulher, mas esse embora seja um grande desafio, é assunto pra outrora.”

>>>Redação sobre o tema “A mulher do século XXI: conquistas e desafios.”<<<

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